Torres Vedras e a História (breves apontamentos, esboços, documentos, efemérides, estudos, fotografias, notícias...)
sábado, 3 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Começa Hoje a 6ª Edição dos colóquios de história "Sopas de Pedra"
Tem hoje início a 6ª edição dos encontros de história, organizados pelo Arquivo Municipal de Torres Vedras, intitulados "Sopas de Pedras".
A conferência de hoje, que terá lugar nos Claustros do Convento da Graça, terá como orador o Dr. Carlos Guardado Silva e versará como tema os "Paços Régios Torrienses".
Os "Paços" será, aliás, o tema deste ano.
As inscrições custam 10 euros e incluem jantar antes da conferência, a partir das 20 horas.
Em Julho será a vez das conferências "Chá de Pedra" na Azenha de Santa Cruz.
O programa deste conjunto de iniciativas pode ser consultado clicando no cartaz em baixo ou consultando o site do Arquivo Municipal de Torres Vedras.
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Venerando António Aspra de Matos
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09:43
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quinta-feira, 1 de março de 2012
AMANHÃ, PELAS 17 HORAS: Comissão de utentes agenda manifestação junto ao Hospital de Torres Vedras.
Comissão de utentes agenda manifestação junto ao Hospital de Torres Vedras - Última Hora - Correio da Manhã (clicar para ler notícia).
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Venerando António Aspra de Matos
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13:46
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Hospital de Torres Vedras
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
A Vida Torriense nos Finais do Século XIX, nos caracteres da imprensa local (1885-1890) - 2
Fevereiro de 1885
Um temporal marcou o início do segundo mês do ano: «fez um
tempo horrível. (...) O Sizandro encheu e invadiu algumas ruas da vila à Horta
Nova (...) os estragos causados pelo temporal, não são, felizmente, de
importância».
Já então as condições sanitárias do rio não eram as melhores:
“Torres Vedras tem uma cinta de vallas, de nível inferior ao nível actual do
rio, onde as águas das chuvas de envolta com os resíduos das fábricas de destilação
e materiais orgânicos de diversas proveniências, estão em perpétua fermentação,
originando miasmas de differentes espécies e gazes infectos que tomam a sua
vizinhança altamente incommoda e perigosa» pelo que não seria de estranhar que
em “ Torres Vedras todos os annos» se manifestassem doenças «tais como: febre
Typhoide; purpura hermorrhagica; escorbuto; doenças classificadas como
pestilentas». Por solicitação do representante do circulo eleitoral local,
visconde de Balsemão, o governo concederia ainda nesse mês à Câmara Municipal “d’este
concelho o subsídio de 4.500$00 réis para encanamento das obras do rio
Sizandro».
Mas a falta de educação da população agravava ainda mais as
já de si precárias condições sanitárias da vila, como nos é revelado por uma queixa
apresentada por vários moradores da Porta da Várzea ao «jornal de Torres
Vedras», àcerca «do deplorável estado em que se encontra o pavimento da rua,
que, segundo dizem, é um completo atoleiro, dando-se de mais a mais a
circunstância de alguns moradores fazerem para a rua todos os despejos (...)».
A falta de instrução era igualmente apontada como uma das
principais causas de grande número de desordens que então se registavam,
aliando-se a essa causa a condição miserável em que vivia parte da população do
concelho, pelo menos a rural:
«Multiplicam-se os crimes na Comarca de Torres Vedras (...),
No mez de fevereiro (...) houve no hospital d'esta villa quatro autopsias
cadavericas por mortes violentas, por assassinatos, alguns dos quaes
perpetrados com requintes de selvageria e crueldade; no mez de Janeiro já
houvera uma».
As miseráveis condições de vida da população seriam
igualmente responsáveis pelo elevado número de falecimentos provocados pela
variola (do total de 51 falecimentos registados em Fevereiro, no concelho, 19
foram provocados por essa doença).
Entretanto na vila nascia uma nova filarmónica que se vinha
juntar à já existente, a «Philarmónica Torreense»; “Um grupo de moços, artistas
intelligentes da villa, sob a direcção do nosso amigo, o sr. Augusto dos Santos
Ferreira,e dirigidos na parte artística pelo hábil professor de música, o sr.
Augusto César da Costa Pereira, constituíram em sociedade para organisarem uma
fanfarra que Se denomina «Fanfarra 24 de Julho»”.
Fevereiro costuma ser também o mês do Carnaval. Nessa altura
esta festa não tinha ainda a importância que atingiu nos nossos dias, como
salientava uma crónica dessa época:
«O Carnaval passou-se sem animação e desengraçado, como nos
anos anteriores. Poucas exibições, e essas apresentando-se sem espírito. No
domingo destacou-se apenas da semsaboria geral um grupo de mascarados, muito
bem vestidos, em carruagens, fazendo visitas.
«Um cavalheiro da terra reuniu em sua casa, na noite de terça-feira,
muitas pessoas de suas relações e passou-se uma boa noite em família (...)».
Mais concorrida terá sido a tradicional procissão de
quarta-feira d cinzas que saia «da
egreja de S, Thiago, levando grande número de andores, e percorrendo as
seguintes ruas e praças: largo de S. Thiago, ruas de S. Thiago, Olaria e
Espírito Santo, Praça Municipal, rua de S. Pedro, Travessa dos Canos, rua dos
Canos, de Traz do Açougue e dos Celleiros, e largo do Terreirinho».
«Fazia a guarda de honra a força de caçadores nº 6 e
cavallaria n.º 4 aqui destacada, e atrás do pallio seguia a philarmónica
torreense; grande número de irmãos da ordem terceira e bastante povo».
Paralelamente a estes acontecimentos o «Jornal de Torres
Vedras» fazia-se porta voz dos interesses dos 150 comerciantes e industriais da
região sugerindo a criação de um Tribunal Comercial na vila. E o cronista do
jornal fundamentava essa pretensão escrevendo que em Torres Vedras “se encontra tudo o que é necessário à vida, e
ainda o supérfluo, por preços bem mais modicos que os da capital, tem
estabelecimentos de todos os géneros de commércio, perfeitamente surtidos tem
uma importante fábrica de moagem de cereais e outra de destilação, tem quatro
açougues onde se vende carne de vacca diariamente; tem um frequentado mercado
mensal, e uma bella praça de peixe. As casas de commercio effectuam todos os
dias valiosas transacções, e os productores de vinhos offerecem as suas adegas
repletas a compradores, quasi todos estrangeiros, que de bem longe os veem
procurar».
100 baptizados, 51 falecimentos e 18 casamentos marcaram a
passagem de mais um mês da história torriense...
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Ana Jorge discorda com encerramento da urgência de Torres Vedras.
Respondendo às notícias sobre o encerramento das urgências cirúrgicas do Hospital de Torres Vedras, que têm sido divulgadas nos últimos dias, como se pode ler AQUI, na última edição do jornal Sol, a antiga ministra da saúde, boa conhecedora da realidade dos concelhos do Oeste, veio hoje tomar posição sobre o assunto, a qual pode ser lida na notícia abaixo:
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Venerando António Aspra de Matos
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21:47
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Hospital de Torres Vedras,
Saúde
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Carnaval de Torres Vedras 2012 - foto reportagem de Dário Cruz
Vejam no link em baixo, a foto reportagem do fotógrafo Dário Cruz, com 33 fotografias sobre o Carnaval de Torres, editada pelo Público on-line:
Carnaval de Torres Vedras 2012 (clicar para ver).
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Venerando António Aspra de Matos
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11:30
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Reportagem da revista "VISÃO" sobre a Terça-feira de Carnaval em Torres Vedras
“PIEGUICES E MATRAFONAS
Por SARA BELO LUÍS (com fotos de MARCOS BORGA )
“O Primeiro-Ministro argumentou que era preciso saber quem é
que queria lutar «para vencer esta crise». Por isso, na manhã de terça-feira de
Carnaval, 21, os funcionários das Finanças de Torres Vedras apresentam-se ao
serviço. Estão nos seus postos de trabalho, a VISÃO pode comprová-lo, a atender
os (poucos) utentes que aparecem. Alguns deles trazem ao peito um crachá,
distribuído pela organização do Carnaval da cidade, que diz: «Eu produzo».
“Estarão ali religiosamente até às 17 e 30, mesmo que a
afluência não o justifique: num dia normal, ao meio-dia, há 150 senhas para
atender; hoje, vamos em quinze. «Não se justifica estarmos aqui», comenta uma.
«Viemos cá buscar o subsídio de refeição», ironiza outro. Não é possível um
retrato para a VISÃO, dentro da repartição, mas, cá fora, na rua, o chefe não
vê inconveniente: um vai buscar a cabeleira; outra, os óculos de fundo de
garrafa; outra, as antenas da abelha e outra, ainda, as mangas-de-alpaca, costuradas
pela própria para nos fazer lembrar o funcionalismo público do tempo da outra
senhora. «Há muito que não via uma coisa dessas», notamos. Resposta: «Também eu
não.» Em Torres Vedras, o Carnaval é um estado de espírito.
“O cortejo está reservado para a tarde. Na escola primária
funciona o quartel-general da organização e, no quadro da sala de aula, alguém
escreveu o sumário: «Enquanto houver um folião na rua... o Carnaval de Torres
continua.» E a festa está, de facto, nas ruas, há barraquinhas com pastéis de
feijão, roulottes de bifanas, farturas, cerveja, sangria, serpentinas,
confettis, máscaras, chapéus, bombos, Ivete Sangalo e muito Michel Teló (sim, o
do inenarrável «Ai se eu te pego.»)
“SENHAS POR DISTRIBUIR
“Na zona por onde passa o corso, um quarteirão com um
perímetro de cerca de 800 metros, só os cafés e os restauram permanecem abertos
- e também a loja chinesa, ainda repleta de fatos e acessórios de Carnaval made
in China. O Centro de Emprego abriu apenas das 9 às 11,mas os funcionários do
Tribunal do Trabalho e da Autoridade para as Condições Trabalho (os outros dois
serviços da Administração Central localizados dentro do recinto vedado para as
celebrações) estão presentes. Com muito menos afluência, testemunham à VISÃO,
em ambos os locais, neste dia mais ou menos às moscas - e que até teria sido um
bom dia para tratar de burocracias. À porta da Autoridade para as Condições do
Trabalho, por exemplo, uma hora antes de fechar, o segurança continuava com as
senhas na mão, por distribuir.
“São, ao todo, seis dias de Carnaval em Torres Vedras. Um
investimento 400 mil euros, uma expectativa de 300 visitantes. A organização
diz que, este ano, têm tido mais gente e a perceção que há é a de que isso se
deve à publicidade grátis proveniente da «intolerância de ponto» do Governo, explica
a assessora de imprensa do presidente da Câmara, o socialista Carlos Miguel.
Trata-se de um Carnaval inofensivo, o de Torres, familiar, com muitos idosos e
bebés de colo a passear. E no qual, mesmo com a propagação das Brancas de Neve,
Minnies e Estrunfes da moda, continuam a reinar as matrafonas. Uma delas (um
deles, na verdade) insistiu em que a VISÃO desse uma moeda ao Presidente da
República e anotasse esta rima: «Vamos tirar do buraco o pensionista Cavaco.»
“Se a política sempre dominou o Carnaval de Torres Vedras,
este ano a sátira faz-se muito à custa da troika. Num dos carros alegóricos,
Poul Thomson, representante do FMI, põe Paulo Portas a fazer abdominais em cima
de uma bola de pilates e Pedro Passos Coelho, no chão, a fazer flexões (a propósito,
o desporto é o tema deste ano). Noutro carro, o galo de Barcelos aparece a ser
triturado numa picadora de carne e, noutro ainda, o primeiro-ministro mete
notas no porquinho-mealheiro de uma série de bancos. Há muitos piegas confessos
(«Sou piegas, mas divirto-me mais do que tu») e muita pieguice sobre o fim dos
feriados, das reformas, das regalias, da Saúde e da Educação... A VISÃO não
avistou nenhum folião mascarado de Passos Coelho ou de Cavaco Silva. Essas
máscaras não se devem fabricar na China”.
In VISÃO de 23 de Fevereiro de 2012
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Venerando António Aspra de Matos
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
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