segunda-feira, 23 de abril de 2012

TORRES VEDRAS E O 25 DE ABRIL - Um Pouco de História,com memória...


25 de Abril -  Regresso ao Futuro
Por Venerando Aspra de Matos

“TORRES VEDRAS: 15000 habitantes na vila e 60 000 no concelho (...) 412 km de rede de comunicações; 68 000 000 de litros de produção vinícola, 10 000 000 kg de trigo, 14 000 000 kg de batata; um comércio poderoso e uma indústria em desenvolvimento; [a Casa Hipólito empregava então 1028 pessoas] 4000 alunos diariamente nas escolas da vila”(1).

Estes alguns dos índices que caracterizavam a então vila de Torres Vedras em 1973, uma comunidade a quem faltava «o golpe de asa que torna perenes ou inesquecíveis as iniciativas. Aquele tipo de vontade colectiva que ergueu uma Colónia Balnear Infantil, uma Física, um Cineclube e que, ainda hoje, realiza um Carnaval. O que acontece para lá da rotina é fruto de vontades isoladas e surge como sucesso do acaso. A carcaça está vazia de humanismo e de interioridade. Onde está o rasgo, a lucidez, a alegria, a juventude que transforma as pequenas coisas oferecendo-lhe um significado social duradoiro? Onde está o futuro e que futuro?” interrogava-se o articulista, António Augusto Sales, sobre Torres Vedras, uma terra para quem «até os jovens abdicam à nascença” (2).
No início de 1974, eram mais ás duvidas que as certezas, perante a evidente derrocada da chamada primavera marcelista, o arrastar, sem soluções, da guerra ultramarina, e o ainda quente e frustrante processo eleitoral de 1973.
Num ano marcado pela crise económica, evidente nas restrições impostas ao uso da gasolina e no seu aumento de preço, notava-se um crescente mal-estar na sociedade portuguesa. Nem a censura conseguia disfarçar a falência do regime.
O debate sobre o IV Plano de Fomento, para vigorar de 1974 a 1979, permitia alguma intervenção crítica que deixava passar algum descontentamento sobre a realidade torriense.
O Dr. Afonso de Moura Guedes, num arti­go intitulado “Torres Vedras - o desenvolvimento que não se fez” (3), interrogava-se porque razão tinha sido o desenvolvimento de Torres Vedras marginalizado naque­le Plano, e concluía:
“Administrar, aos tem­pos que correm, exige lar­gueza de perspectivas, imagi­nação, capacidade criadora, ia a dizer audácia.
“(…)
“Em relação ao nosso meio local, creio que, tudo isso, teria exigido a realiza­ção prioritária de três polí­ticas globais: uma política urbanística e de solos; uma politica rodoviária; uma política industrial.
“Uma politica urbanísti­ca e de solos que, corajosa­mente, pusesse cobro ao que há de sufocante e de caótico no desordenado crescimento da vila e a essa vergonhosa especulação de terrenos, que aqui ocorre, sacrificando toda a população ao proveito de muito poucos.
“Uma política rodoviária que estabelecendo toda uma rede efectiva de ligações, no espaço inter-regional, permitisse uma cómoda e rápida circulação interna, de pessoas e de mercadorias, assegurando, deste modo, a Torres Vedras, a posição, a que tem direito, de pólo de desenvolvimento do Oeste.
“Uma política industrial que, começando por definir uma zona industrial, soubesse ordenar, depois, toda a estratégia conjugada de acções, susceptíveis de criarem condições favoráveis à implantação de novas indústrias, no nosso meio.
“(…)
“Pois foi isso tudo o que não se fez, conto reflecte o Plano de Fomento. O desenvolvimento que não se fez. Que não se soube construir como projecto de futuro. O comboio que mais uma vez se perdeu”
As animadas sessões do CDE da campanha eleitoral de 1973 foram, para muitos então jovens como eu, o primeiro contacto com a realidade política desse tempo. Foi essa a primeira vez na minha vida que encarei com a polícia de choque em Torres Vedras. Esse encontro com a polícia de choque repetir-se-ia a 20 de Janeiro de 1974, frente ao cemitério de S. João, quando da romagem à campa do antifascista, natu­ral de Paul, Fernando Vicen­te. Surpreendentemente o convite para que o povo de Torres Vedras participasse nessa Homenagem seria pu­blicada nas páginas do jornal «Badaladas»:
“Ali, entre ciprestes, pe­las 11 horas do dia 20 de Janeiro, num minuto de re­colhimento, a vida não pa­recerá aquele vazio do quo­tidiano, sem ideais, apenas virada para a materialida­de da exixtência.
“Fernando Vicente mere­ce a simples homenagem póstuma que lhe vai ser tri­butada» (4).
Foram alguns os torrienses com coragem para com­parecer, mesmo assim menos que os “pides” e polícias de choque, aí também presentes, mas por “razões” diferentes.
Também as escolas se­cundárias do concelho co­nheciam pela primeira vez al­guma agitação política através da distribuição clandestina de propaganda política, motivando interrogatórios a alunos e professores «suspeitos» e a intervenção de elementos da PIDE na vida escolar. Terá mesmo sido elaborada uma lista para efectuar prisões a 1 de Maio, o que só não aconteceu graças ao 25 de Abril.
Algumas colectividades locais conheciam igualmente alguma animação político- cultural. Tais foram os casos do Cineclube e do CAC.
Na noite de 24 de Abril, muitos de nós fomos para casa tardiamente, depois de assistirmos a mais uma sessão do cineclube no Teatro-Cine, o filme de Jerry Lewis “O morto era outro”, longe de imaginarmos o que se preparava para essa madrugada.

Fui acordado pelo meu pai às 8.30 horas da manhã de 25 de Abril, eufórico com as primeiras notícias do dia. Durante todo o dia foi um rodopio entre a escola, entretanto encerrada, a casa de amigos e a minha casa, ocupando algum tempo a gravar os comunicados militares da rádio. A televisão só iniciaria a sua emissão pelas sete horas da tarde. À noite realizou-se um primeiro comício no Largo da Graça, onde ainda se manifestava algum receio sobre o desfecho do movimento militar.

“Quando olho o longo caminho percorrido cheio de ásperos reveses, perseguições e mediocridades; quando, subindo ali ao For­te, te contemplo crescendo em todos os sentidos caoti­camente envolta pelo des­prezado Sizandro; quando imagino o que és e o que poderias ter sido, eu me entristeço, Torres Vedras.
“Vila verde, pintada a esperança pelos vinhedos, doirada pelo recorte impar das tuas penedias bravias em Santa Cruz; retalhada impiedosamente pelos crimes do mau urbanismo imposto por certos conhecidos pimpões ultramontanos, quase te desconheço Torres Vedras.
“Vila calada e cansada por anos de paz podre, das divisões estéreis às mesas dos cafés, onde raramente qualquer pedra agitava a calma estagnação dos teus sonhos adormecidos, pálida vila estremenha onde através da inoperância dum arranjismo organizado ias crescendo angustiada sob um colete-de-forças tecido de mentiras, ameaças e subornos, Torres Vedras.
“Hoje é livre”. (Venerando Ferreira de Matos — “Torres Vedras e o Futuro” in BADALADAS de 4-5-74).

Na tarde de 26 de Abril as ruas de Torres Vedras eram percorridas por uma grande manifestação popular de aclamação e apoio ao movimento militar.
“Em 26 de Abril quando ali na Avenida 5 de Outubro o Povo bom e simples de Torres Vedras dava largas à  sua alegria, verificou- se a sua maturidade, devoção e patriotismo.
“Maturidade que sempre foi negada por aqueles que nem sempre serviram com dignidade os seus postos.
“Antes pelo contrário, deles se servindo para os seus interesses pessoais” (5).
A 28 de Abril, na sala do CAC, reunia-se a Comissão Concelhia da CDE, inician­do-se aí a transferência do poder concelhio para as for­ças democráticas, da qual sairia uma primeira comissão para preparar essa mudança política e um manifesto ao povo de Tones Vedras, onde eram abordadas algumas das situações mais gravosas para o concelho, herdadas do regi­me deposto:
“Os graves problemas sempre adiados e jamais re­solvidos, como os da electri­ficação, distribuição de água canalizada, abertura de caminhos e estradas nas aldeias e aglomerados do Concelho, ou de um plano de urbanização jamais pos­to em execução, jamais cumprido, com relevância para o tráfico de imóveis feito por uns tantos que sempre se serviram das Câ­maras Municipais no seu directo interesse pessoal, o acumular de desonestas ri­quezas pela valorização ar­tificial de terrenos (por exemplo os de Santa Cruz), pelas «prioridades» dadas ao asfaltamento de estradas e ruas onde os apaniguados do regime tinham as suas moradias e interesses parti­culares em detrimento dos interesses colectivos; (...) a poluição do Sizandro lesiva do interesse das populações, com relevância para as de Runa, em que certas empresas particulares têm graves responsabilidades de conivência com organismos “ainda” oficiais;(...)”(6).
A transferência do poder concelhio não foi isenta de conflitos e situações caricatas.
Logo a 29 de Abril, o executivo camarário ainda em funções reunia-se e apro­vava, numa manobra de puro oportunismo político, uma moção de adesão ao progra­ma da Junta de Salvação Na­cional, atitude logo aí denun­ciada por vários torrienses que assistiam a tão caricata reunião. Aquela Câmara reu­niria pela última vez a 13 de Maio, continuando a delibe­rar como se o mundo à sua volta tivesse parado, talvez ainda esperançada no resultao da operação de branquea­mento tentada por alguns dos seus membros, num conjunto de artigos publicados nas pá­ginas do “Badaladas”, tenta­tiva desde logo desmascarada por vários democratas de sempre, de entre os quais An­tónio Augusto Sales:
“Quem na devida altura não teve, pelo menos, a co­ragem de dizer NÃO, per­deu a oportunidade. Isto é, quem, na ex-vereação não teve a coragem de se demi­tir depois de verificar a im­possibilidade de fazer um trabalho equilibrado per­deu a oportunidade de se descomprometer com as irregularidades e arbitrarie­dades (...) É preciso que to­dos nos convençamos que Portugal mudou mesmo. É preciso que não nos deixe­mos iludir com histórias da carochinha. Durante qua­renta e oito anos muita gen­te passou fome porque não quis colaborar; muita gente perdeu anos de vida nas ca­deias porque não quis cola­borar; muita gente viveu uma existência de sobres­salto porque não quis cola­borar; muita gente perdeu empregos, família, glórias, dinheiro, comodidade, sos­sego e liberdade apenas porque se negou a colabo­rar. Hoje, no segundo mês da libertação, não podemos permitir que sejam confun­didos estes com os outros. Seria criminoso.” (7).
Num plenário popular rea­lizado a 1 de Maio no campo de jogos do Sport Clube Uni­ão Torreense, foi eleita uma comissão para gerir a Câmara, constituída por 18 pessoas. Dois dias depois essa comis­são reuniria com o capitão Ví­tor Manuel Ribeiro, delegado da Junta de Salvação Nacio­nal. Por sugestão deste, aque­la comissão foi reduzida para 9 elementos que ficaram a constituir o elenco da Comis­são Administrativa Munici­pal, sendo eleito para a presi­dir Francisco Manuel Fernandes, coadjuvado por António Leal d’Ascensão, Jo­ão Carlos, José do Nascimen­to Veloso, Duarte Nuno Pinto, Manuel Carlos Penetra, José Sérgio Júnior, Marcos Santos Bernardes e Carlos Augusto Bernardes. Esta comissão ad­ministrativa tomaria posse do seu cargo a 15 de Maio no Governo Civil de Lisboa e reuniria oficialmente pela pri­meira vez a 20 de Maio.

“Depois da euforia dos cravos vermelhos, de reuniões contínuas e esclarecedoras, urge que se faça o ponto da situação. O trabalho espera-nos. Vamos a ele!
“(…).
“À inflação da palavra terá de suceder o estudo dos problemas e a respecti­va solução às realidades que nos cercam.
“Longas milhas come­çam com o primeiro passo — diz um ditado chinês.
“Pois os primeiros passos estão a ser dados com fir­meza e as longas milhas se­rão vencidas através do Tempo, sem o qual nada de duradoiro se pode fazer.” (8).
Os dados do futuro, estavam  lançados!

NOTAS:
(1)      SALES, António Au­gusto — “Das muitas é vari­adas leituras que alguns acontecimentos de 1973 po­dem oferecer (...)”, In BA­DALADAS de 16 de Março de 1974.
(2)         Idem,  idem.
(3)      MOURA GUEDES, Dr. Afonso de — “Torres Vedras — o desenvolvimen­to que não se fez”, in BA­DALADAS de 26 de Janeiro de 1974.
(4)         “Romagem à campa de Fernando Vicente-Convite”, in BADALADAS de 19 de Janeiro de 1974.
(5)     MATOS, Venerando Ferreira de — “Torres Vedras e o Futuro», in BADALADAS de 4 de Maio de 1974.
(7)    SALES, António Au­gusto— “Saber com quem es­tivemos para saber com quem estamos”, in BADALADAS de 29 de Junho de 1974.
(8)       MATOS, Venerando Ferreira de — “Nortadas”, in BADALADAS de 27 de Ju­lho de 1974.

(este texto foi publicado no semanário Frente Oeste, em 21 de Abril de 1994).

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Vistas do Barro:











quarta-feira, 18 de abril de 2012

Associação do património torriense promove várias iniciativas para comemorar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

 
Hoje é o  Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
“A Associação do Património de Torres Vedras vai participar, mais uma vez, na celebração deste dia com as seguintes actividades:

“GRUTA CALCOLÍTICA DA ERMEGEIRA: UM MONUMENTO NACIONAL MAL CONHECIDO

“Maxial é uma freguesia do Município de Torres Vedras com numerosos vestígios de ocupação humana desde a Pré-História. O mais significativo é a Gruta Calcolítica da Ermegeira – aldeia próxima da sede de freguesia – descoberta e explorada no final dos anos 30 do século passado. Do espólio existente avulta um par de pendentes de ouro, guardado no Museu Leite de Vasconcelos, em Belém, cuja valia e raridade explicam a classificação daquela estação arqueológica como Monumento Nacional. Da gruta resta apenas uma parte da calote, o que se explica pela ação do tempo e algum vandalismo. Mas aquele é um vestígio importante a preservar e que está em risco de ser desclassificado devido ao estado de abandono.
“A Associação do Património de Torres Vedras, inspirada no lema deste dia – Do Património Mundial ao Património Local – decidiu realizar um programa de divulgação e sensibilização para este Monumento tão pouco conhecido dos torrienses, a decorrer em Abril no Maxial:

Dias 17 a 23
               Auditório da Junta de Freguesia do Maxial:
              - Pequena exposição alusiva ao período calcolítico, com peças do Museu Leonel 
                Trindade, de Torres Vedras            
      - Sessões com alunos das Escolas do Maxial, em horas a definir.

Dia 21 (sábado)
            15H30: Autocarro da Câmara Municipal de Torres Vedras, junto ao Tribunal, para quem  quiser deslocar-se ao Maxial
                 16H00 – Auditório da Junta de Freguesia:
                 Sessão evocativa e documental sobre a Gruta da Ermegeira.
                 Intervenções: Joaquim Moedas Duarte, presidente da Associação do  Património de Torres Vedras e Emanuel Carvalho, Técnico de Arqueologia do IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico.
                  17H30 – Visita ao local da Gruta Calcolítica da Ermegeira.

Dia 22(domingo)
          09H00:Caminhada com passagem pelo local da gruta. Partida frente à Junta de Freguesia do  Maxial. Percurso com cerca de 10 km, de nível fácil, aberto ao público em geral.

“Participar nestas atividades é uma forma de ajudar a defender o nosso Património.
“A ADDPCTV agradece a colaboração da Junta de Freguesia do Maxial, do Município de Torres Vedras e dos técnicos do Museu Municipal Leonel Trindade, de Torres Vedras”.


Uma das peças mais valiosas encontrada na Gruta Calcolítica  da Ermegeira é um conjunto de brincos em ouro, que estão depositados no Museu Nacional de Arqueologia:

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A Vida Torriense nos Finais do Século XIX, nos caracteres da imprensa local (1885-1890) - 3


Março de 1885
"Os Trabalhos Agrícolas estão muito adiantados. As cepas rebentam já com muita força, o que obriga os lavradores a não se descuidarem".
Os dias corriam ao ritmo dos trabalhos agrícolas. Muito mais que hoje a economia da região dependia em grande parte dessa actividade, principalmente dos extensos vinhedos que cobriam a região. Companhias francesas, principalmente da região de Bordéus, vinham aqui comprar grandes quantidades de vinho, que era vendido por “48 a 50$000 réis o tonel de 918 litros”.
Os proprietários da região descobriam rapidamente a força da imprensa regional como porta-voz das suas preocupações. Assim, o “Jornal de Torres Vedras” fazia eco das queixas de alguns deles contra os responsáveis pela expropriação de terras para a construção do caminho de ferro:
"Há quintas e outras fazendas já dannificadas pelas medições, para verificar, as quaes abriram fundos regos e mutilaram magníficas árvores de fructo, e onde não se fizeram ainda podas, nem outros trabalhos agrícolas, resultando de tudo isto enormes perdas de produção.
"Sabemos não serem exaggeradas as exigências dos proprietários dos terrenos em questão, e também não ignorâmos que os offerecimentos feitos depreciam muito o seu valor, provindo d’aqui um desacordo que, no interesse de todos desejamos termine brevemente».
Enquanto não chegava à villa o desejado caminho-de-ferro, outras preocupações da época seriam o estado deplorável em que se encontravam as ruas da vila e o transporte do correio.
Numa carta enviada pelo município local ao Governo Central, e transcrita pelo jornal alertava-se para a situação das ruas da vila:
“A estrada real nº 61 de Lisboa a Peniche encontra-se na parte que atravessa esta villa por tal forma deteriorada que é, de inadiável necessidade mandar proceder à sua reparação.
“A referida parte da estrada constitue hoje a principal rua d’esta villa, e é extraordinariamente concorrida por peões e vehículos de toda a espécie, mas no estado a que chegou dá péssimo transito (...)”.
Esta situação não impedia que se registassem queixas como esta:
“Pedimos a quem compete que dê as necessárias providências para evitar-se que os indivíduos que andam a cavallo por essas ruas não mettam as cavalgaduras à desfilada, como temos presenceado”.
O mau estado dos caminhos seria igualmente responsável pelo facto das “malas do correio d’esta villa, conduzidas em cavalgadura e alforge" chegarem “quasi sempre em péssimo estado. A correspondência umas vezes vem rasgada, outras vezes húmida e sempre amachucada".
E foi assim, sem grandes novidades para os habitantes da pacata villa, que decorreu mais um mês de há cem anos.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O Céu do Convento...

Na semana passada, num dos primeiros dias do ano com núvens...





quarta-feira, 14 de março de 2012

Por uma Torres Vedras sem touradas

O grupo de munícipes Torres Vedras Contra Touradas criou a petição "Por uma Torres Vedras sem touradas" a favor da abolição das touradas no concelho de Torres Vedras e apelando à declaração de Torres Vedras como Cidade Anti-Taurina.

sexta-feira, 9 de março de 2012

TORRES VEDRAS NÃO TEM PRAIAS ENTRE OS FINALISTAS :Saiba quais são as 70 praias pré-finalistas às 7 Maravilhas

(Praia de Santa Cruz - as suas praias ficaram fora da lista de pré-finalistas)

O Concelho de Torres Vedras, um dos que, no país, tem uma das maiores extensões de costa marítima, candidatou-se às "7 Maravilhas- Praias de Portugal" com quatro praias: Santa Helena, Santa Rita, Seixo e Formosa.
Infelizmente nenhuma delas foi escolhida como pré-finalista.
Aliás, da lista de pré-finalistas, são poucas as surpresas e que não obedeçam, mais do que à beleza e originalidade dos sítios, à escolha óbvia da propaganda turística.
Em baixo podem consultar a lista desses pré-finalistas:

quinta-feira, 8 de março de 2012

Ciclo de Debates - Mais Vida No Centro Histórico :



Reproduzimos aqui a nota à imprensa da Associação de Defesa do Património sobre esta iniciativa por si organizada, e que tem início no próximo Sábado:

"Mais Vida no Centro Histórico
"A Associação do Património de Torres Vedras vai realizar no auditório municipal (Av. 5 de Outubro), durante os meses de Março, Abril e Maio, um CICLO DE DEBATES em torno da revitalização do Centro Histórico. Os debates estão agendados aos Sábados pelas 16h, nas seguintes datas e temas:

"• 10 Março
"O papel dos cidadãos na revitalização dos Centros Históricos

"• 24 Março
Espaços devoluto, novos usos culturais e criativos

"• 14 Abril
Memórias do Centro Histórico

"• 28 Abril
Arquitetura e Urbanismo

"• 12 Maio
Economia e Inovação Social

"A Associação do Património de Torres Vedras vê com preocupação a crescente crise que atinge o Centro Histórico da nossa cidade e tem procurado intervir na procura de soluções. Com esta iniciativa a ADDPCTV pretende atrair o contributo dos cidadãos interessados na revitalização do Centro Histórico, que como se sabe passa atualmente por um processo de requalificação através do programa “Torres ao Centro”.

"O ciclo de debates contará igualmente com o suporte de um conjunto alargado de reflexões que vêm sendo publicadas no jornal Badaladas, na coluna “Patrimónios”, e cujo teor importa trazer para discussão pública. Partindo da esfera das ideias é também nosso objetivo a apresentação de soluções exequíveis tendo em conta as dificuldades atuais em que se encontra o país e os municípios.

"No final do Ciclo de Debates 2012 Mais Vida no Centro Histórico será editada uma monografia contendo os principais resultados e conclusões, a qual será enviada posteriormente aos órgãos autárquicos, comunicação social e demais partes interessadas.

"10 Março
"O papel dos cidadãos na revitalização dos Centros Históricos

"Nesta que é a sessão inaugural do ciclo de debates, contaremos com a presença da Eng.ª Carmen Quaresma (Coordenação da Estrutura de Gestão e Implementação do Torres ao Centro - Unidade de Apoio Técnico) que fará o ponto de situação relativo ao programa, bem como nos dará conta dos resultados do 2º Fórum de Participação Pública do Torres ao Centro.

"24 Março
"Espaços devolutos, novos usos culturais e criativos

"O uso socialmente diverso destes espaços pode originar oportunidades tais como: arrendamento habitacional a preços acessíveis; projetos no âmbito da economia social; espaços destinados a práticas artísticas, culturais e criativas emergentes; oficinas/loja de artesanato local; locais de ensaio para projetos musicais; acolhimento de novas associações ou grupos informais; projetos temporários...Os convidados desta sessão trazem a sua experiência para em conjunto refletirmos acerca de estratégias coletivas que contribuam para a revitalização do Centro Histórico. O Arqº José Manuel Lopes (Gabinete do Centro Histórico de Torres Vedras) dará conta do trabalho efetuado por este gabinete na identificação e caracterização de imóveis devolutos. Carlos Heinrich, artista e ativista, tem uma longa experiência em ocupação artística de edifícios devolutos, sendo por isso um importante contributo neste debate.

"Serão também convidados a uma participação mais ativa no debate, movimentos cívicos e cidadãos empenhados na revitalização do Centro Histórico".

sexta-feira, 2 de março de 2012

Começa Hoje a 6ª Edição dos colóquios de história "Sopas de Pedra"

Tem hoje início a 6ª edição dos encontros de história, organizados pelo Arquivo Municipal de Torres Vedras, intitulados "Sopas de Pedras". 
A conferência de hoje, que terá lugar nos Claustros do Convento da Graça, terá como orador o Dr. Carlos Guardado Silva e versará como tema os "Paços Régios Torrienses".
Os "Paços" será, aliás, o tema deste ano.
As inscrições custam 10 euros e incluem jantar antes da conferência, a partir das 20 horas.
Em Julho será a vez das conferências "Chá de Pedra" na Azenha de Santa Cruz.
O programa deste conjunto de iniciativas pode ser consultado clicando no cartaz em baixo ou consultando o site do Arquivo Municipal de Torres Vedras.