sexta-feira, 16 de julho de 2010

Inauguração da Exposição de Fotografia "Ler nas Entrelinhas"

Vai ser inaugurada, daqui a pouco, pelas 17 horas, nos Paços do Concelho de Torres Vedras, a exposição das fotografias concorrentes ao 2º concurso "Ler nas Entrelinhas", organizado pela Escola Henriques Nogueira.
Os prémios foram anunciados em Maio com uma dia em grande, entre Torres Vedras e Caldas.
A partir de hoje, e até finais de Agosto, é possível ver reunidas no mesmo localas fotografias que estiveram expostas nas estações ferroviárias daquelas duas cidades.
Apareçam!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

33ª Edição do Grande Prémio Joaquim Agostinho


Terminou ontem, com o tradicional circuito de Torres Vedras, a 33ª edição do Grande Prémio Joaquim Agostinho.
Cândido Barbosa foi o vencedor desta etapa e terminou como vencedor desta edição.
Estas são algumas das fotografias deste último dia (tiradas com uma Panasonic/Lumix FZ38, com lentes Leica):

























domingo, 4 de julho de 2010

No último dia da Feira de S. Pedro (Torres Vedras - 2010)











(Fotografias tiradas com a minha pequena compcta da Ricoh R8 (A Canon e a Lumix ficaram em casa...))

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Abertura da Feira de S. Pedro

Tem hoje lugar a abertura da tradicional e centenária Feira de S. Pedro.
Podem consultar AQUI o espaço que lhe dedicámos neste mesmo blogue por ocasião da sua abertura do ano passado.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Guta Moura Guedes - Uma torriense a recordar Saramago.

Belo o texto de  Guta Moura Guedes sobre Saramago.
Está na sua página do facebook, e nós transcrevemo-lo em baixo.


(clicar sobre a imagem, para ler o texto)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Recordar José Saramago em Torres Vedras

Faleceu hoje José Saramago, um dos maiores escritores portugueses de sempre e o único consagrado com o Prémio Nobel, em 8 de Outubro de 1998.

Foram várias as ocasiões em que José Saramago visitou Torres Vedras, mas talvez poucos conheçam o que ele escreveu sobre este concelho na sua obra “Viagem a Portugal”.

Como homenagem e recordação desse grande vulto da cultura portuguesa, transcrevemos aqui alguns excertos dessa visita, nomeadamente na parte relativa ao Chafariz dos Canos, ao Castelo de Torres Vedras e ao Turcifal:

Saramago no Chafariz dos Canos:



“Em Torres Vedras, o viajante começou por ver a Fonte dos Canos.Estava mesmo no caminho, mal parecia desprezá-la. Muito estimavam a água os construtores do século XIV para desta maneira a preitearem, arcos ogivais de bom desenho e talhe, capitéis que não são mera fórmula estrutural, gárgulas imaginosas. Não corria hoje a água, esgotou-se talvez o caudal, ou, tendo sido integrado no abastecimento público, não cuidaram de o reencaminhar para a secular saída. Lastima o viajante : fonte que não corre, é mais triste que ruína.”
( José Saramago, Viagem a Portugal, ed. Caminho, 10ª edição, 1995, p.256)

Saramago no Castelo e na Igreja de Stª Maria do Castelo



“Como a tarde vai chegando ao fim, o viajante quer dar uma última vista de olhos à paisagem donde veio. Sobe ao castelo, admira até onde os olhos alcançam, e, estando ali a Igreja de Santa Maria do Castelo, erro seria não aproveitar (...). No alto da vila, e metida entre as muralhas, a igreja está silenciosa, não zumbe mosca, nem os pássaros se ouvem lá fora. O viajante repara numa porta que ali há, empurra-a e encontra-se numa pequena divisão nua de móveis ou outra decoração. Dá três passos e quando, movendo ao mesmo tempo o corpo, passa os olhos em redor, tem um violento sobressalto : julgou ter visto uma enorme cara a espreitá-lo pela frincha doutra porta. Confessa antes que lhe perguntem: teve medo. Mas enfim, um viajante é um homem: se não há ali ninguém que lhe admire a coragem, prove-a a si próprio.
“Aproximou-se da porta misteriosa e abriu-a de repelão. Ajoelhado no pavimento de tijoleira, estava um enorme S.José de pasta, já esfarrapadas as vestimentas, todo ele papelão moldado, velhinho mais que o natural na brancura de cabelo, barba, bigode e sobrancelhas, mas muito jovem de pele. Era uma figura de presépio, claro está”.
(In José Saramago, Viagem a Portugal,ed. Caminho, 10º edição, 1995,p.257).

Saramago no Turcifal



Por último, da mesma edição, a visita ao Turcifal
“Foi o caso de no Turcifal ter visto o viajante uma altíssima igreja erguida sobre um terreiro a que por tesos lances de escadaria se chegaria, havendo boa perna. Buliu o avantajado edifício com a curiosidade do viajante, que se lançou ao habitual jogo da chave. (...) O viajante bateu uma vez, bateu duas vezes, e depois de bater três vezes entreabriu-se uma frincha zelosa, e uma cara de mulher velha apareceu, severa: “Que deseja?” Dá o viajante o seu habitual recado, veio de longe, anda a visitar, seria um grande favor, etc. Responde a frincha da porta: “Não estou autorizada. Não dou a chave. Vá pedir ao padre.” (...) Já pensa que no limiar da povoação fará o teatral gesto de sacudir a poeira das botas, mas então lembra-se do bom modo da primeira mulher, e vai ao padre. Pasmemos todos. A velha já lá está, em grandes demonstrações explicativas, de palavra e gesto, com a ama do padre, ou talvez parente. (...) E tudo vem a explicar-se. Esta pobre mulher, mostrando a igreja a visitantes, foi por duas vezes vítima de ataques. Uma das vezes até lhe deitaram as mãos ao pescoço, um horror. O viajante fora confundido.”

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O "Sr. Vinho" já está, finalmente, em Torres Vedras


Depois de tanta polémica, o “sr. Vinho” de Joana Vasconcelos já está em Torres Vedras.

Julgo que muita gente vai mudar de opinião quando o vir no local.

Colocado na madrugada de ontem, contou com a presença de Joana Vasconcelos logo pela manhã.

O enquadramento é bastante bonito e o “garrafão”, como já foi popularmente baptizado, fica muito melhor naquele local do que no local onde estava no Centro Cultural de Belém, ganhando outra dimensão.

Agora é aguardar pela abertura da nova Praça Municipal para que os torrienses possam usufruir dessa interessante peça artística.

As fotografias aqui incluídas foram-me gentilmente cedidas pela minha colega e amiga Ana Isabel Miguel.







quinta-feira, 27 de maio de 2010

Quando o verdadeiro Rally de Portugal, que ainda era da TAP, passava por Torres Vedras

Nos anos 60-70, numa pequena vila como Torres Vedras, em que os ritmos dos dias eram marcados pela regularidade dos acontecimentos anuais (como a passagem do ano numa colectividade local (Operário, Grémio ou Tuna, conforme o estrato social de cada um), o Carnaval, a Procissão do Senhor dos Passos, o Festival da Canção na RTP, as fogueiras de Stº António nos vários bairros da vila, a Feira de S.Pedro, as Férias de Verão em Santa Cruz, o Natal… ), a passagem dos “bólides” do Rally TAP pelas ruas da vila era aguardado com excitação e expectativa .

Nas noites do Rally TAP, enchiam-se as duas principais artérias da vila, a Av. 5 de Outubro e a Rua Santos Bernardes.

O local mais “espectacular” era a curva de ligação entre aquelas duas artérias, frente ao Café Império, onde eram frequentes as derrapagens.

Quem quisesse um bom lugar tinha de se posicionar algumas horas antes da passagem prevista. Depois era esperar. A multidão começava a agitar-se quando se começavam a ouvir ao longe os roncos dos potentes motores, acabados de sair de Montejunto.

Era o tempo dos Lancia Fulvia, dos Morris Mini Cooper, dos Alpine Renault, dos Fiat 124 Abarth ou dos primeiros Datsuns e Toyotas.

Todos procuravam ver um Tony Fall, um Jean –Pierre Nicolas, um Bjorn Waldegaard, um Sandro Munari ou o português Francisco Romãozinho.

Havia mesmo quem procurasse entre as fabulosas máquinas que por cá passavam o carro do Michel Vaillant!

De facto o misticismo do rally tinha levado a que Jean Graton tivesse incluído numa aventura dessa personagem de Banda Desenhada o Rally TAP.

Com um pouco de sorte, um daqueles bólides parava para se abastecer numa das bombas de gasolina existentes dentro da vila, uma no final da Avenida, frente ao “Napoleão”, onde hoje fica o stand da Fiat, a outra a meio da Santos Bernardes, no local da Caixa de Crédito Agrícola, e então era a corrida para rodear o carro e conhecer os pilotos, muitas vezes estrangeiros, uma possibilidade de se contactar com um outro mundo no Portugal fechado de então, e pedir autógrafos àqueles verdadeiros deuses da miudagem.

A passagem por Torres Vedras não era uma classificativa, apenas um local de passagem entre as míticas classificativas de Montejunto e as do Gradil ou Sintra.

Mas a velocidade era vertiginosa, para os hábitos dos poucos automóveis que, em dias normais, atravessavam as pacatas ruas da vila. Existia então o chamado circuito de manutenção com controle do horário de passagem entre dois troços, e os pilotos tinham de se manter velozes para não chegarem atrasados a esse controle.

Depois o Rally, que passou a ser “de Portugal”, deixou de passar por Torres Vedras. Com um pouco de sorte podíamos ir vê-lo em Montejunto ou ao Gradil. Ainda consegui assistir a uma classificativa em Sintra, um ano antes dos trágicos acontecimentos que acabaram com essa mítica prova.

Hoje o Rally de Portugal é cada vez mais um Rally regional, longe desses tempos “heróicos”.

AQUI é possível recordar as fotografias de alguns desses bólides do passado, ou conhecer AQUI a emoção da classificativa de Sintra.

domingo, 23 de maio de 2010

Um Adeus a Beto.

Só o conhecia de vista, conhecia melhor a sua esposa, mas era uma figura que contribuía para valorizar artisticamente a cidade de Torres Vedras.

Também não era um grande admirador do tipo de musica que ele interpretava, mas o Beto era um cantor com uma grande força e uma voz original e peculiar.

A morte do cantor Beto é uma grande perda para Torres Vedras e para o mundo da musica ligeira portuguesa em geral.

Até sempre Beto e prometo que vou ouvir com mais atenção a tua obra musical.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Até Sempre José Almendro

Sem Plavras


O amigo José Luis Silveira Almendro deixou-nos.

Fiquei a sabê-lo há pouco AQUI.

Foi um dos pioneiros do aeroclube e grande entusiasta pela cultura e património de Torres Vedras.

Colaborou activamente em campanhas arqueológicas, uma das quais a do Castro do Zambujal de 1994. Por esta colaboração mereceu mesmo um rasgado elogio e agradecimento por parte dos arqueólogos que lideraram essas escavações, nesta publicação, AQUI reproduzida, e que é a nossa modesta homenagem a esse torriense.

Até Sempre amigo Almendro!

terça-feira, 18 de maio de 2010

A propósito do dia Internacional dos Museus - O Museu Municipal Leonel Trindade na internet

A propósito da comemoração hoje do Dia Internacional dos Museus, indicamos hoje algumas páginas existentes na internet sobre o Museu Municipal Leonel Trindade.
Começamos por recordar um estudo,penso que pouco conhecido, da autoria da Drº Isabel Luna, publicado pelo ISCTE, sobre a história e os públicos frequentadores do museu torriense, e que pode ser consultado AQUI.
Também recomendamos a página da Wikipédia, AQUI,  sobre o museu, escrita em alemão,mas que pode ser percorrida usando o "tradutor".
Ainda sobre o museu, podem encontrar AQUI e AQUI outras informações.
Existem ainda várias páginas sobre peças existentes no museu, sobre achados da Idade do Bronze no Barro, AQUI, sobre cerâmica romana AQUI, ou sobre as peças de cerâmica de Sacavém AQUI.
A figura de Leonel Trindade é merecedora de alguma atenção AQUI, mas continua a ser fundamental a leitura da sua biografia escrita por Cecília Travanca.
Recorde-se que hoje, durante todo o dia, está programado um vasto programa de animação do espaço do Museu Leonel Trindade. coma colaboração da Escola Secundária Henriques Nogueira.

Leonel Trindade (1903-1992)  (anos 50)

domingo, 9 de maio de 2010

Turres Veteras XIII - 14 a 15 de Maio

A não perder no próximo fim-de-semana mais uma edição de "TURRES VETERAS", que já vai na sua 13ª edição.
O tema deste ano é "A Vida Quotidiana nas Linhas de Torres Vedras", realizando-se nos Paços do Concelho com o seguinte programa:
(Clicar na imagem para ver em ponto grande)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Um Comboio de Letras e Memórias


Nesta 4ª feira , 5 de Maio, a Linha do Oeste vai voltar a viver a confusão e a algazarra dos seus bons velhos tempos.

A propósito da divulgação dos trabalhos concorrentes à 2ª edição do Concurso de Fotografia “Ando a Ler”, organizada pela Escola Secundária Henriques Nogueira, as estações de Torres Vedras e Caldas da Rainha voltam a recuperar a confusão desses tempos, quando era por aqui que o mundo entrava pela região Oeste a dentro.

Na estação de Torres Vedras será instalada uma parte da exposição dos trabalhos concorrentes ao concurso que este ano foi dedicado ao tema “Ler nas entrelinhas”, anunciando-se ao mesmo tempo os vencedores.

Depois será a vez de se viajar no tempo, numa ligação por comboio entre as estações das duas cidades do Oeste, uma viagem especial, com leituras, aprendizagens várias e recuperando essa capacidade única que só o comboio permite, que é o de se aproveitar uma viagem para longas conversar ou para desfrutar com calma a bonita paisagem oestina.

Antes das auto-estradas, a identidade desta região foi-se consolidando ao longo da linha do comboio, onde a diferença entre o crescimento e a decadência estava à distância da sua passagem.

Amizades e paixões, conspirações e revoluções, mortes trágicas e descobertas de outros mundos, fizeram a história de gerações de passageiros que frequentaram regularmente os lentos comboios do Oeste, sem índios na paisagem, mas cercados de vinhas, florestas e misteriosos túneis.

Hoje sabe-se que o comboio é o futuro, se todos quisermos ter futuro, por isso esperamos que para muitos este seja apenas o início de um novo caminho pelos carris da Linha do Oeste.

A propósito, recordamos aqui como foi a primeira viagem de comboio a partir de Torres Vedras que teve lugar em 25 de Maios de 1887, ligando esta então vila a Lisboa:

"Era immenso o enthusiasmo que desde a tarde de terça feira animava os moradores d'esta villa, quando souberam que iam definitivamente estreitar-se as suas relações com a capital (...) grande a animação com que era aguardado o primeiro comboio de Lisboa na quarta 25, dia esplendido, de bello sol, que, batendo em cheio nos vinhedos que aformoseiam as encostas que se desfructam do vasto e desafogado recinto da estação(...).

"Pouco depois das nove horas e meia da manhã começou a afluir à gare grande numero de pessoas das diversas classes socias. Às 10 e 40 surgiu do tunnel da Certã a machina nº 127, comboiando quatro carruagens e dois wagonetes.

"N'esta ocasião subiram ao ar muitos foguetes, e a philarmonica Torreense tocou o hynno da Carta e seguidamente outras peças do seu reportório, dando assim ao acto um carácter de festa inteiramente popular, nem por isso de menos valor das outras.

"No comboio chegaram cerca de 100 pessoas, satisfeitas com os panoramas que gosaram em toda a linha (...)

"O primeiro comboio, que de Torres saiu às 6 horas e 15 minutos da manhã, conduziu limitado numero de passageiros para Lisboa. Iam n'elle alguns comerciantes da localidade, aproveitando já o enorme benefício que o progresso lhes facilita." (Voz de Torres Vedras de 28 de Maio de 1887).