Estes são os resultados para Torres Vedras:
Câmara:
Resultados
de 2017
(entre parêntesis, os resultados
de 2013 – [o PNR não concorreu em 2017: O PSD e o CDS concorreram separados
em 2013, pelo que se apresenta entre parêntesis os votos do PSD + os do CDS
nessa data])
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PS
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51,06% (54,26)
18.560 votos (18 457)
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PPD/PSD.CDS-PP
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31,31% (19,72 + 4,53))
11.382 votos (6 707 + 1 541)
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PCP-PEV
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6,74% (8,57)
2.450 votos (2 914)
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0 (1)
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mctnl
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3,17% (3,48)
1.154 votos (1 184)
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B.E.
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3,16% (1,97)
1.149 votos (670)
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(PNR em 2013)
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(0,48%)
(162 votos)
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EM BRANCO
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2,69% (4,26)
978 votos ( 1 448)
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NULOS
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1,85% (2,74)
674 votos (932)
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Votantes
53,87% (50,87)
36 347 (34 015)
36.347 votantes (34 015)
67.470 inscritos (66 871)
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Contrariando uma tendência nacional, em Torres Vedras foi a direita
que
mais cresceu, pois a aliança PSD/CDS conseguiu mais de três mil votos do que
os obtidos pela soma do PSD e do CDS em 2013.
A
aliança PSD/CDS terá ido buscar votos à abstenção (cerca de 2 mil) e aos
brancos e nulos (cerca de mil).
À
esquerda, a maior mobilidade de votos deu-se entre o PCP e o BE em benefício
numérico deste último partido, mas acabando por contribuir para o PCP perder
o seu único deputado, sem que o BE tenha sido beneficiado.
Tanto o
PS como a Lista independente Torres Nas Linhas, pouca diferença fizeram face
ao votos obtidos em 2013.
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Assembleia Municipal - 2017
(entre
parêntesis : resultados em 2013)
PS
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47,84% (47,92)
17.388 votos (16 301)
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14 (15)
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PPD/PSD.CDS-PP
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31,32% (21,54 + 4,70)
11.384 votos (7 328 + 1598)
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9 (7 + 1))
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PCP-PEV
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7,83% (9,99)
2.845 votos (3 999)
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2 (3)
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B.E.
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4,11% (2,98)
1.493 votos (910)
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1 (0)
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mctnl
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4,00% (4,74)
1.455 votos (1 614)
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1 (1)
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(PNR)
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(0,54%)
(183 votos)
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EM BRANCO
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2,98% (2,68)
1.084 votos (910)
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NULOS
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1,92% (2,96)
698 votos (1007)
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Excluindo o PS e o PSD, os restantes partidos
conseguiram, nestas eleições, mais votos para a Assembleia do que para a
Câmara.
Não deixa de ser significativo que a diferença
de votos no PS, entre a Câmara e a Assembleia, seja de mais de mil votos,
jogando aqui o voto útil da esquerda a favor dos candidatos ao executivo.
Por sua vez os votos do PSD foram práticamente
iguais nas duas votações (uma diferença de 2 votos).
Contudo, comparativamente com 2013, o PCP
perdeu na assembleia mais de mil votos, aproximadamente o mesmo número que o PS
teve a mais comparativamente com as eleições de há quatro anos.
O BE conseguiu mais cerca de 500 votos nestas
eleições do que as conseguidas em 2013. Quase outros tantos votos teve o
candidato deste partido a mais do que o seu candidato à Câmara.
O que parece ter acontecido aqui é que o PS foi
buscar parte dos votos ao PCP e à abstenção, enquanto O BE terá ido buscar
votos ao PCP, mas também alguns ao PS.
Em termos práticos, na assembleia, o PS perdeu
um mandato, embora mantendo a maioria absoluta, a favor do PSD, que teve mais
um mandato do que a direita tinha tido em 2013 , e a CDU perdeu um mandato para
o BE.
O Torres em Linha conseguiu manter o seu
mandato.
Nas freguesias o resultado foi o seguinte:
Na maior freguesia, a de S:Pedro,
Stª Maria e Matacães, com mais de 22 mil eleitores, venceu o PS com maioria absoluta com 10
mandatos, exactamente os mesmos que detinha anteriormente;
O PSD/CDS com 6 mandatos, conquistou mais
dois, um conquistado a uma lista independente que não concorreu este ano, mas
cujos candidatos em parte apoiaram essa lista, e outro à CDU, que perdeu um
representante ;
A CDU conquistou 2 mandatos (perdendo um).
A candidatura Torres nas Linhas manteve o
seu mandato.
O PCP perdeu a única freguesia que
dominava no concelho, a de Carvoeira/Carmões, para o PS por 3
votos:
PS - 4 mandatos:
PCP-4 mandatos;
PPD/CDS - 1 mandato
A distribuição de mandatos é a mesma de 2013;
Na Ponte do Rol,
outra freguesia que prometia mudança, a coligação PPD/CDS ganhou e derrotou a
lista independente que dominava a freguesia:
PPD/CDS - 4 mandatos;
Jppr (Independente) - 3
mandatos:
PS - 2 mandatos;
Em relação a 2013, o PS perdeu um mandato, a lista independente,
que tinha então sido apoiada pelo PSD, perdeu 3, todos conquistados pela
coligação de direita.
No resto do concelho, não se
registaram alterações na liderança, tendo o PSD mantido a única que detinha, a
da Freiria, e o PS repetindo a vitória nas restantes:
A dos Cunhados e Maceira
PS - 6 mandatos;
PPD/CDS- 5 mandatos;
Torres na Linha - 1 mandato
PCP - 1 mandato
Aqui o PS continua sem maioria absoluta e a diferença é que o CDS,
que detinha um mandato, não contribuiu para aumentar, agora em coligação com o PSD, o número de
mandatos da direita (o PSD tinha os mesmos 5 em 2013). O mandato anteriormente detido pelo
CDS foi agora conquistado pelo Torres nas Linhas, que se estreia nesta
importante freguesia.
Campelos e Outeiro da Cabeça:
PS-6
PPD/CDS-3
Embora mantendo a maioria absoluta, o PS perdeu um mandato e a
coligação de direita conquistou mais um do que aquele que tinha o PSD.
Dois Portos e Runa:
PS - 5 mandatos;
PPD/CDS - 3 mandatos:
PCP - 1 mandato;
Aqui o PS , que liderava anteriormente, mas sem maioria absoluta,
recuperou um mandato.
A lista independente que tinha ficado em segundo lugar nas
anteriores eleições, não concorreu este ano e os seus três mandatos foram distribuídos
um para o PS e dois para a coligação de direita (o PSD tinha então apenas um
eleito). O PCP manteve o seu representante.
Freiria:
PPD/CDS - 5 mandatos;
PS - 4 mandatos;
A única freguesia que era dominada pelo PSD em 2013 manteve
exactamente mesma distribuição de
mandatos;
Maxial e Monte Redondo:
PS - 6 mandatos;
PPD/CDS- 3 mandatos.
Aqui o PS manteve o seu número
de mandatos e a sua maioria absoluta. O PCP perdeu o seu representante, que
ficou na posse do PSD/CDS;
Ramalhal:
PS - 5
mandatos;
PPD/CDS - 3 mandatos;
Torres Nas Linhas -1
Aqui, igualmente o PS manteve a maioria absoluta e o número de
mandatos, bem como o “Torres Nas Linhas” e foi, mais uma vez, o PCP que perdeu
o seu representante a favos de mais um para o PSD/CDS;
Silveira:
PS - 9 mandatos:
PPD/CDS- 4
Aqui, teoricamente, a coligação de direita absorveu os candidatos
que tinham em separado (em 2013 o PSD tinha 3 e o CDS 1), beneficiando o PS do
mandato que o PCP aqui perdeu, reforçando a sua maioria absoluta;
S.Pedro da Cadeira:
PS - 7 mandatos;
PPD/CDS - 2 mandatos.
Aqui manteve-se tudo igual ao que aconteceu em 2013;
Turcifal:
PS - 6 mandatos;
PPD/CDS - 3 mandatos;
O PS manteve-se igual, mantendo também a maioria absoluta, mas a
aliança PSD/CDS conquistou o mandato que anteriormente era mantido pela CDU;
Ventosa
PS - 6
mandatos;
PPD/CDS - 3 mandatos
Por último, também nesta freguesia o PS manteve a maioria
absoluta, mas a aliança PSD/CDS ficou com o mandato que anteriormente pertencia
aos independentes do Torres em Linha que desta vez não concorrerem nesta
freguesia.
Resumindo e concluindo, em Torres Vedras o PS conseguiu quase
todos os seus objectivos, mantendo a liderança nas freguesias que já dominava,
algumas em maioria absoluta, conquistando uma nova freguesia, a da
Carvoeira/Carmões, que era CDU, só não tendo conseguido vencer o PSD na
freguesia da Ponte do Rol.
Na Câmara e na Assembleia conseguiu manter as suas maiorias
absolutas.
A coligação PSD/CDS não conseguiu retira a maioria absoluta ao PS
na Câmara, mas manteve a freguesia da Freiria e conquistou uma nova, a Ponte do
Rol. Em termos globais viu a sua votação aumentar globalmente no concelho,
contrariando a tendência nacional, surpreendendo pela positiva.
O Bloco de Esquerda conseguiu conquistar, pela primeira vez, um
lugar na Assembleia Municipal.
O Torres Nas Linhas manteve quase tudo o que tinha conquistado em
2013, consolidando-se como movimento a ter em conta em futuros actos
eleitorais.
O grande derrotado em Torres Vedras foi o PCP, perdendo mandatos
em várias freguesias, perdendo a única freguesia que detinha há vários
mandatos, perdendo o seu único vereador e perdendo mais um deputado municipal.
Inicia-se assim um novo ciclo de quatro anos dominados pela gestão
PS, sendo esta uma das pouca Câmaras do país que se mantem sob controle do
mesmo partido desde 1976.
Um bom trabalho, em prol do concelho, é o que desejamos a todos os
eleitos.
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