Mostrar mensagens com a etiqueta Convento do Barro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Convento do Barro. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

BARRO - De Convento a Sanatório


“Pousado num recanto a meia encosta, o Sanatório do Barro é uma ilhota: por todos os lados, até onde a vista alcança, são vinhas e mais vinhas. À saída de Torres Vedras, daqui distante cerca de uma légua, a estrada para Lisboa atravessa primeiro uma zona industrial e, logo depois, corre entre vinhedos. A marcha amarelo-esverdinhada das vides alinhadas tapa a larga bacia em que o vale se desdobra, espreguiçando-se até quase ao cume da barreira de cristas nuas ou, então, pontuada pelo toco branco pardo, descarapuçado, de velhos moinhos já sem serventia”.

A descrição é do escritor Luiz Pacheco (1925-2008), que, nos anos 80 do século passado, esteve internado naquele estabelecimento de saúde, situado no edifício do antigo convento do Barro (1).

Do primitivo Convento do Barro pouco resta, apenas a capela de Nossa Senhora dos Anjos.

Esse convento foi fundado em 1570 pela Infanta D. Maria, donatária de Torres Vedras e filha de D. Manuel I, tendo a primeira pedra sido lançada em 2 de Agosto.

Aí se instalaram os religiosos Arrábidos, da ordem franciscana. o Convento foi inicialmente dedicado ao acolhimento de monges "fraquinhos do peito", “como eram denominados aqueles que padeciam de doenças pulmonares” (2) .

Sabe-se que o primitivo convento “não logrou, pela pouca solidez das paredes mestras, resistir por muito tempo às invernias e consequentes inundações, que despenhando-se dos montes, que lhe ficavam a cavaleiro e em cujas abas fôra construído, lhe foram socavando os alicerces e batendo as paredes de forma, que entrou a ameaçar vir-se a baixo. Houve por tanto de apear-se e ser construído de novo com mais fortaleza e grossura de paredes: e a mesma fortuna correu a egreja, que também foi reedificada com dimensões mais avantajadas em comprimento e largura (…) dedicada a Nª S.ª dos Anjos” (3).

No século XVII, em 1619, fizeram-se alguns melhoramentos do edificado, reedificação iniciada em 15 de Março desse ano (4).

No inicio do século XIX, por volta de 1819, Madeira Torres considerava que a “situação do Convento não é muito agradável, por ficar entre montes próximos, que lhe tomam a vista, gosando-a apenas mais extensa para o nascente, onde alcança a estrada principal de Lisboa. O edifício é muito regular, e reputado entre os antigos da sua Provincia pelo mais amplo na grandeza dos cubículos e das oficinas”, descrevendo a sua cerca como incluindo “bons taboleiros d’horta (de que não se tira na força do verão maior vantagem pela falta d’agua) de algum pomar [de laranjas] , vinha e mata” (5).

Os frades possuíam então uma enfermaria dentro da então vila , no hospital da Misericórdia, para tratar das suas enfermidades.

Referia Madeira Torres que “ainda há poucos annos por occasião de haver n’elle Collegio de Filosofia, excedeu a vinte; actualmente reduz-se a 12 professos, e 2 donatos” (6).

Por altura da Extinção do Convento, em 1834, residiam nele 10 sacerdotes e 2 leigos.

Extinto, os seus bens foram integrados da fazenda Nacional, posteriormente vendidos, passando pela mão de vários proprietários, entre eles o Marquês de Valadas, que o comprou em 1857, tendo efectuado algumas reparações, nomeadamente na Igreja, pois então tudo se encontrava quase em estado de ruina. Posteriormente, o Convento foi vendido  ao reverendo padre Carlos Rademaker, de Lisboa, para aí instituir um colégio de órfãos, de educação gratuita, inaugurado ao culto em 2 de Agosto de 1860, no dia a seguir à realização da solene procissão que reconduziu a imagem de Nª Sª dos Anjos à Igreja do convento, imagem que tinha sido enviada para a Igreja de S. Pedro em Torres Vedras depois do decreto de extinção:

“Saíu a dicta procissão da parochia de S. Pedro e desfilou, engrossando cada vez mais, pelas ruas de Torres, pela estrada real e logar do Barro até ao antigo convento, campeando soberana, entre acordes de duas philarmónicas, que n’ella tomaram parte, entre os cânticos solemnes d’uma multidão enorme de povo e o esfuziar de muitas girandolas de foguetes.Encorporaram-se na procissão alem dos nossos, que se achavam já então no Barrro, com os alumnos órfãos, o clero de Torres Vedras e arredores com suas confrarias e irmandades e immensa mó de povo de toda a cercania” (7).

Em 14 de Agosto foi inaugurado o noviciado no Convento com 8 noviços.

No espaço exterior existe um monumento de devoção à Excelsa Mãe de Deus, edificado em 1908, por ocasião das comemorações dos 50 anos da aparição da Virgem Imaculada em Lourdes. Nas imediações do convento localiza-se a capela de São José, erigida no século XVI.

Com a implantação da República em Portugal foi definitivamente encerrado enquanto convento.

Essa situação foi descrita n’ "A Vinha de Torres Vedras" , na sua edição do dia 6 de Outubro de 1910 que,  referindo-se à situação em Torres Vedras, destacava, em título, a "prisão dos professores e seminaristas do Barro", na manhã desse mesmo dia 6, por "uma força de cento e tantos praças de infantaria 15, e outro de quarenta praças de cavallaria" que, apresentando-se "inesperadamente no Collegio do Barro (...) intimaram os professores e seminaristas, a que por ordem do governo os acompanhassem.

"A intimação foi rigorosamente cumprida, e os moradores, em numero de 82, condusidos para esta villa, onde a população os recebeu com respeito, foram horas depois condusidos para Lisboa, no comboio, acompanhados pela força de infantaria 15.

"No collegio do Barro ficou uma força commandada por um alferes, guardando o edificio, onde se encontram dois moradores doentes e as pessoas que d'elles tratam"(8).

Em notícia divulgada na mesma edição, referia-se o assassinato de um camponês da Serra da Vila, localidade vizinha daquele convento pelo guarda do Colégio do Barro, não lhe dando qualquer carácter político, ao contrário da “Folha de Torres Vedras” que, na sua edição de 9 de Outubro, na descrição dos acontecimentos de 5 e 6 de Outubro, se referia ao facto de se ter tido conhecimento, no dia 6 de "que um empregado do convento dos Jesuítas assassinara com um tiro um pobre homem do campo"  associando esse facto com a ordem para aprisionar os Jesuítas do Barro.

O encerramento dos dois conventos existentes no concelho e o arrolamento dos seus bens foi um dos primeiros actos do novo poder neste concelho, motivo de uma das primeiras comunicações do novo administrador do concelho para o governo, dirigida ao Ministério dos Negócios da Justiça, datada de 13 de Outubro:

"Em cumprimento das ordens de Vª Exª tenho a honra de informar que estão fechadas 5 casas das ordens religiosas neste concelho, que são as seguintes:

"1º O Convento do Barro, que se compõe de tres grandes edificios, tendo todo o mobiliario que se encontrou á sahida dos Jesuitas, 4 vacas leiteiras, 2 mullas, 4 porcos e algumas galinhas. Está situado longe de povoações e guardado por uma força militar d'Infantaria 7.

"2º Pertencendo ha (sic) mesma ordem á (sic) outro edificio denominado a quinta da Cadriceira, freguesia do Turcifal, o qual já está fechado e lacrado, tendo todo o mobiliario, 3 vaccas pequenas, 1 porco e 35 galinhas, ficando depositario Angelo Custodio Botelho da Cadriceira (…)” (9).

O espaço daquele convento foi transformado no “Asilo Elias Garcia”, formalmente inaugurado pelo Presidente da República, Teófilo Braga, em visita inaugural realizada em 2 de Agosto de 1915 (10).

No início do século XX, o Asilo assumiu um papel importante no combate ao flagelo da tuberculose, tendo sido confiado à Assistência Nacional aos Tuberculosos, na segunda metade do século. Em 1956, é nomeado para diretor clínico do sanatório o Dr. José Maria Antunes Júnior. A partir de 1956, os serviços gerais do Asilo passam a ser assegurados por freiras, possibilitando o internamento dos doentes. Esta situação manteve-se até 1992, ano em que as religiosas deixaram de prestar serviço hospitalar. Em 1993, o Sanatório do Barro passou a ser designado de Hospital Dr. José Maria Antunes Júnior, alargando a sua ação terapêutica ao tratamento de doenças da área da pneumologia.

Encerrado e devoluto desde 2015, o edifício está a ser restaurado e requalificado para

dar origem a campus na área da saúde que pretende ser “um espaço de referência dedicado à prestação de cuidados assistenciais, à formação de profissionais da saúde, ao ensino e à investigação em Medicina e em outras Ciências Biomédicas”, de acordo com o protocolo assinado em 28 de Junho de 2019 entre a Câmara Municipal de Torres Vedras e a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Ao contrário dos outros antigos conventos torrienses, sobre os quais existem boas e actualizadas monografias, sobre o Convento do Barro está por fazer um estudo actualizado sobre a sua longa história.

Sabe-se que, por informação existente no site da Torre do Tombo que, em 1894, a documentação desse Convento “foi remetida pela Direcção Geral dos Próprios Nacionais à Torre do Tombo” e que a sua documentação foi “sujeita a tratamento arquivístico, no final da década de 1990, empreendido por técnicos da Torre do Tombo e por investigadores externos” e que,  em Outubro de 1998, “foi decidido abandonar a arrumação geográfica por nome das localidades onde se situavam os conventos ou mosteiros, para adoptar a agregação dos fundos por ordens religiosas”.

A documentação que se encontra instalada em maços foi considerada como uma colecção ao nível da série, com a designação de 'Documentos vários', não tendo sido objecto de intervenção.

Este projecto deu origem à publicação da monografia designada 'Ordens monástico-conventuais: inventário', com a coordenação de José Mattoso e Maria do Carmo Jasmins Dias Farinha” (11).

(1)    - PACHECO, Luiz, “O País das uvas”, in Textos do Barro, ed. Contraponto [1984 ?], obra dedicada ao Dr. José Maria Antunes jr.;

(2)    -informação de Helena Rodrigues no site da DGMN, em2005;

(3)    -COSTA CORDEIRO, P. António da Collegio do Barro Jubileu – 1860-1910 – Noticia Historica da Sua Fundação e Ministerios até ao anno Presente. Ed. Braga 1910, pág. 1;

(4)    -ALMEIDA, Fortunato de História da Igreja em Portugal, – Nova edição preparada e dirigida por Damião Peres, Volume II, ed. Portucalense editora, Porto 1968, pp 182-183;

(5)    - MADEIRA TORRES, Manoel Agostinho, Descripção Historica e Economica da Villa e Termo de Torres Vedras – Parte Histórica – 2ª edição anotada, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1862, pág. 143;

(6)    – MADEIRA TORRES pág. 144;

(7)    – COSTA CORDEIRO, ob.cit, pp.9 e 10;

(8)    - "A Vinha de Torres Vedras",  6 de Outubro de 1910;

(9)    - Livro de Correspondência Externa (do Administrador do Concelho),(1908-1912), nº 304 de 13 de Outubro de1910, AMTV;

(10) - reportagem n’ “A Vinha de Torres Vedras” de  5 de Agosto 1915;

(11) - informação recolhida no site do Arquivo Nacional da Torres do Tombo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

FICHA DE BIBLIOGRAFIA VEDROGRÁFICA: "Jubileu do Collegio do Barro - 1860-1910"

Ficha bibliográfica





Título: Jubileu do Collegio do Barro – 1860-1910 – Noticia Historica de Sua Fundação e Ministerios Até o Anno Presente

Autor: CORDEIRO, P. Antonio Costa



Ano: 1910.

Edição:Typ. a vapor de Augusto Costa & Mattos.

Local: Braga.

Preço: não indica.

Nº de páginas: 242.

Tiragem: não indica.





Gravuras: “O Collegio do Barro em 1860”.

Fotografias: 22, do sítio do Barro, do interior do edifício e dos padres do convento.

Gráficos: 2, “Indicação numérica e comparativa dos que entram e perseveraram, relativamente a cada um dos 50 annos que vão de 1859 a 1909”, e “Quadro das entradas, repartida pelas províncias do Reino e por outras províncias”.





Tema: Este livro foi editado para comemorar o jubileu da instalação de um colégio de noviciados da Companhia de Jesus no antigo Convento do Barro, ocorrida em 14 de Agosto de 1860. Descrevendo em breves traços a História do antigo convento dos arrábidos, daqui expulsos em 1834, bem como o seu património, a obra debruça-se especialmente sobre os últimos cinquenta de história do convento, dirigido pelos Jesuítas assim como sobre as missões em que participaram por quase todo o país. Por ironia do destino, menos de dois meses depois desse jubileu era proclamada a República e os Jesuítas do Barro foram das primeiras vítimas do anti-clericalismo do novo regime.


Capítulos: Algumas palavras d’introdução; CAPÍTULO I – Breve noticia da casa e noviciado do Barro - § 1º - Notícia geral do convento até o anno de 1860; § 2º Como o convento do Barro passou a ser propriedade da Companhia; § 3º - Abertura do noviciado no Collegio do Barro; CAPÍTULO II – A Casa do Barro e as suas officinas; Adro da Egreja; Sacristia e claustro; Capella domestica; Refeitório; Infermaria; Novciado e Estudantado actuaes; Mata e telheiro; Monumento a Nª Sª de Lourdes; ECHOS – o Monumento do Barro [poema da autoria de José Maria Gomes Ribeiro, professor do colégio]; CAPÍTULO III – A casa do Barro e seus labores apostolicos (desde o anno de 1861 a 1866); §1º - A Idéa geral das missões – Estado moral em que os nossos operários vieram encontrar o povo do reino, quando começaram com as missões volantes; ceremonial que é costume guardar-se nas missões; ceremonial da 1ª communhão das crianças; ceremonia da communhão geral; § 2º - Ministerios dos operários do Barro no termo de Torres-Vedras – Estreia no púlpito do P. Luiz Prosperi; Missão (novena) em Serra da Villa; Missões do Carvalhal, Orjariça, Figueiredo e Matacães; Erecção das primeiras Congregações na nossa Egreja; Primeira communhão geral das crianças na Egreja do Barro; Missão do Ramalhal; Missão em S. Pedro da Cadeira; Missões em Nª Sª do Amparo, Incarnação e Ponte do Rol; Missão em S. Mamede; Missão da Ericeira; Missão da Lourinhã; § 3º - Ministerios dos operários do Barro fora do termo de Torres – Missão de Cintra; Missão em S. João das Lampas; Missão em Monte Lavar; Missão de Peniche; Missão do Almargem do Bispo; Missão d’Olho Marinho; Missão em Serra d’El-rei; Missão d’Obidos; Missão em Porto de Mós; Missão de Leiria; Missão da Marinha Grande; Missão em Vieira; Missão em Merciana;Missão em Carvalhal de Obidos; Missão do Sanguinhal; Missão do Cadaval; Missão na Vermelha; CAPÍTULO IV – Trabalhos apostolicos ou missões dos operários do Barro (desde o anno de 1866 a 1910); § 1º - Abrangendo as missões, que tiveram logar desde princípios de 1866 até á morte do P. Prosperi – Missão da Pederneira; Missão em Santa Quiteria de Meca; Missão na Sapataria; Missão na Diocese de Coimbra; Missão na Diocese da Guarda – Guarda e Covilhã; Missão em Idanha-a-Nova; Missão em Pinhel; Missão de Cezimbra; Missões em algumas povoações do Districto de Beja; Missão no Cartaxo; Missão em Chaves; Ministerios apostólicos no Funchal; Missões na Diocese de Coimbra; § 2º - Ministerios apostólicos dos operários do Barro que se seguiram ao P. L. Prosperi; § 3º - Alguns ministérios dos PP. Terceiranistas no presente anno de 1910; APPENDICES: APPENDICE I – Breve noticia histórica dos Reitores e Mestres de Noviços d’esta casa, já fallecidos – P. João Meloni; P. José Catani; P. Domingos Moscatelli; O Collegio do Barro em 1860 [desenho do P. Rademaker]; APENDICE II – Relação dos que na casa do Barro (ou em Sarnache do Bom Jardim) começaram ou concluíram o noviciado desde 1860 a 1909 [quadros com listas de nomes ] : Agosto de 1860-Outubro de 1863; Outubro de 1863-Abril de 1866; Abril de 1866-Outubro de 1869; Outubro de 1869-Dezembro de 1881; Dezembro de 1881-Julho de 1888; Julho de 1888-Fevereiro de 1895; Fevereiro de 1895 – Maio de 1907; Maio de 1907; SCHEMA 1º - Indicação numérica e comparativa dos que entram e perseveraram, relativamente a cada um dos 50 annos que vão de 1859 a 1909 [gráfico]; SCHEMA 2º - Quadro das entradas, repartida pelas províncias do Reino e por outras províncias; APPENDICE III – Breve descripção dos festejos [do jubileu] do dia 2 d’Agosto [de 1910] – Programma dos Festejos; ERRATAS; INDICE



O Convento do Barro, visto do interior (1910)


Brazão de Armas de António de Teive, por cima de uma inscrição que lhe é dedicada  (Igreja do Convento do Barro, lado do evangelho)


Brazão de Armas dos Froes, por cima de uma inscrição dedicada a Leonardo Froes, aqui sepultado, pela sua filha D. Isabel Perestrella (Igreja do Convento do barro, lado da epístola)


Vista parcial da Igreja do Convento do Barro


Painel de Azulejos da capela mor da Igreja do Convento do Barro (lado da Epístola).




Painel de Azulejos da Capela mor da Igreja do Convento do Barro (lado do evangelho).



Capela Interior do Convento do Barro


Sala de Estudo do "escolasticado" do Convento do Barro


Iconografia do Barro (1910)


Cruzeiro do adro da Igreja do Convento do Barro, datado de 1673.



Monumento dedicado a Nª Sª de Lurdes, colocado no monte do Barro em 1908 (visto de nascente).



Imagem de Nª Sª dos Anjos, venerada no Barro (1910)



Monumento de Nª Sª de Lurdes, visto a partir da escadaria.

Fotografias e Gravura relacionados com o antigo Convento do Barro


Barro - Procissão com o andor de Nª Sª dos Anjos (principio do séc. XX)


Convento do Barro - vista do "coberto" e do terraço (1910)


Gravura do Padre Rademaker, representando o Convento do Barro em 1860



Padre Carlos Rademaker - 1910 - Fotografia de F. de S. Borges Grainha. "Phototypia" de E. Biel

Vista do Convento e Vale do Barro - 1910


O "Colégio" do Barro visto de Poente - vista da Enfermaria (1910)

o "Colégio" visto do Nascente


O "Colégio" visto de Sudeste


O "Colégio" visto de Sudoeste


O "Colégio" visto do Norte

sábado, 30 de maio de 2009

30 de Maio de 1834 . decreto de extinção das Ordens Religiosas - Recordando os Conventos Torrienses - Convento do Barro

Foi fundado em 1570 pela infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel, donatária da vila de T. Vedras.
Foram seus primeiros ocupantes os religiosos arrábidos, até 1834.
A sua Igreja é dedicada a N.ª Srª dos Anjos.
No século XIX foi ocupado pelos Jesuítas, que aí instalaram um colégio. Quando da implantação da República em 1910, foram presos e expulsos deste convento.
Hoje está aí instalado um hospital especializado em doenças contagiosas.
Do velho edifício quinhentista resta apenas a capela do Senhor dos Passos.