Torres Vedras e a História (breves apontamentos, esboços, documentos, efemérides, estudos, fotografias, notícias...)
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O "Sr. Vinho" já está, finalmente, em Torres Vedras
Depois de tanta polémica, o “sr. Vinho” de Joana Vasconcelos já está em Torres Vedras.
Julgo que muita gente vai mudar de opinião quando o vir no local.
Colocado na madrugada de ontem, contou com a presença de Joana Vasconcelos logo pela manhã.
O enquadramento é bastante bonito e o “garrafão”, como já foi popularmente baptizado, fica muito melhor naquele local do que no local onde estava no Centro Cultural de Belém, ganhando outra dimensão.
Agora é aguardar pela abertura da nova Praça Municipal para que os torrienses possam usufruir dessa interessante peça artística.
As fotografias aqui incluídas foram-me gentilmente cedidas pela minha colega e amiga Ana Isabel Miguel.
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segunda-feira, 22 de março de 2010
...Ainda o Sr. Vinho!
Chegados aqui talvez valha a pena fazer um balanço sobre o modo como se tem debatido a aquisição do “Sr. Vinho” pela Câmara de Torres Vedras.
Parece-me a mim que o debate chegou a um impasse, sem que se tenha discutido o essencial.
Neste momento o “debate” começa a variar entre a demagogia economicista e a mera partidarite, começando já a entrar, aqui e ali, pelo mero ataque pessoal.
Para mim a discussão essencial devia passar pelo debate sobre as seguintes questões:
Até que ponto a arte é um bem público?;
Qual o seu papel na identidade de uma comunidade urbana moderna? ;
Até onde estamos dispostos a gastar financeiramente para valorizarmos culturalmente o meio onde vivemos?;
A obra em questão, de Joana Vasconcelos, será ou não digna de integrar a valorização de um espaço público em Torres Vedras?
Em relação à primeira questão, penso que muito do debate tem estado inquinado exactamente por estarmos a falar de arte e cultura, uma actividade ainda menorizada e considerada como um bem supérfluo por muita gente, lamentavelmente gente com responsabilidades políticas e sociais. Tivéssemos nós a falar de grandes superfícies comerciais, de vias rápidas ou de futebol e provavelmente os números avançados não incomodavam tanta gente!
Quanto à segunda questão, basta olhar à nossa volta, e percebermos a importância da arte para a identidade de Torres Vedras. Se os nossos antepassados pensassem apenas com cifrões não nos teriam dado um Chafariz dos Canos, um Convento do Varatojo, uma capela do Sirol, um rico e vasto património de imagens sacras, pintura, azulejaria, uma edifício como o de Runa, umas Termas dos Cucos… e Torres Vedras seria pouco mais que um dormitório sem identidade.
Claro que valorizar o nosso património e a nossa identidade passa por não ficar parado no tempo e para isso são necessários meios financeiros. Não deixa de ser curioso que a opinião de parte da oposição política local sobre o assunto seja coincidente com a estreiteza de vistas do governo de José Sócrates em termos de investimento e no estafado discurso da crise para justificar todo o radicalismo economicista que ele tem posto em prática.
Continuo a considerar que os meios financeiros em jogo não comprometem outros investimentos nem alteram os valores da dívida aos fornecedores que são apontados. Os nossos políticos locais, mais do que ninguém, deviam saber que não podem misturar alhos com bugalhos.
Eventualmente a divergência podia passar por se considerar Joana Vasconcelos uma artista menor, pouco digna de receber por uma obra sua o valor em jogo. (Para sossegar a mesquinhez de alguns, convém recordar que Joana Vasconcelos não trabalha sozinha, tem à sua volta uma vasta equipa de artesãos e por isso aquele valor não vai todo para o seu bolso).
Contudo não vejo opiniões fundamentadas que ponham em causa essa obra, do ponto de vista artístico-cultural.
Para aqueles que gostam muito de falar, olhando apenas para a camisola política do “adversário”, convidava-os a visitar a obra de Joana Vasconcelos no Centro Cultural de Belém, perceber o significado da sua obra e fazerem a leitura de alguns textos sobre a história da arte nos últimos cem anos, para poderem aferir da sua importância cultural.
A ignorância, e, ainda pior, o fazer jus dessa ignorância, não costuma ser boa conselheira nestas questões.
Bem sei , comparativamente com Caldas da Rainha e Mafra, que os níveis de analfabetismo e de iliteracia neste concelho eram bastante elevados no ultimo censo, o de 2001, mas acredito que eles hoje sejam ligeiramente diferentes e as pessoas já tenham outras exigências que passam, entre outras, por poderem usufruir de uma cidade que faça da arte e da cultura, e cada vez mais, a sua imagem de marca.
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Ainda o O Sr. Vinho...achegas para uma polémica.
Este é o artigo que deu início à polémica:
“Senhor Vinho custa 300 mil euros”
A praça em frente ao futuro Mercado Municipal de Torres Vedras receberá a partir de Maio próximo uma obra d’arte de Joana Vasconcelos. A Câmara torriense vem “namorando” há alguns meses com a artista portuguesa, nascida em Paris no ano de 1971, tendo chegado já ao nível negocial do dito artefacto.
Em causa está a aquisição do “Senhor Vinho”, um garrafão em ferro forjado de dimensões gigantescas (5m x 3,5m), como é aliás apanágio das obras d’arte criadas pela artista de renome e pergaminhos internacionais.
O presidente da Câmara, Carlos Miguel, confessou ao Badaladas na noite da passada segunda-feira durante a abertura da exposição onde está integrada a citada peça, no Museu Berardo do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, que o garrafão tem um custo real de ateliê de 300 mil euros (60 mil contos na moeda antiga).
Todavia, o autarca adiantou que há ainda outros dois preços a ter em linha de conta, a saber: um fixado pela própria artista e outro a cobrar à Câmara no acto da compra, sem contudo revelar os respectivos números. Tudo porque o edil está neste momento a negociar o apoio para a aquisição da obra através de dois conhecidos mecenas.
O primeiro deles, garantido desde já, é o banco Santander Totta, e o outro, ainda em fase preliminar de negociações, é a Fundação EDP.
Carlos Miguel, um reconhecido “amante da Cultura e da Arte”, justificou entretanto que a compra do “Senhor Vinho” não é nenhuma “aquisição casuística”, porquanto se enquadra dentro duma vontade assumida em dotar os novos equipamentos municipais com obras de valor artístico reconhecido.
Aliás, “esse percurso coerente”, como adiantou, vem desde os tempos do Estado Novo, em que existia uma norma que obrigava todos os edifícios e equipamentos públicos a exibirem uma obra de arte. “Coisa que ao longo dos tempos foi caindo em desuso”, lembrou o presidente da Câmara.
Ao ressuscitar agora precisamente uma ideia do “tempo da ditadura”, o edil torriense promete que a veia artística vai continuar a ser alimentada em Torres Vedras e a percorrer os trilhos de todo o concelho, anunciando que, a titulo de exemplo, o futuro Centro Educativo da Ventosa tem uma dotação de cerca de 30 mil euros para esse fim.
Recorde-se que já no final do consolado do presidente Jacinto Leandro, o então vereador Carlos Miguel, liderou a aquisição de outras duas obras de arte de renome que foram muito “contestadas” na altura, nomeadamente de mestre Charrua e de Fernando Conduto, hoje localizadas em duas rotundas da conhecida Avenida Poente.
Entretanto, o famoso garrafão gigante, depois de terminada a exposição no lisboeta CCB, viajará até França onde, em Paris, integrará uma mostra de arte internacional. Só depois virá a ser instalado na praça do novo Mercado Municipal torriense, após sofrer algumas transformações de última hora, fazendo jus ao rendilhado das varandas da zona histórica da cidade.
A título de curiosidade, refira-se ainda que o próprio Joe Berardo se mostrou interessado na aquisição da peça, mas já foi tarde pois a Câmara de Torres Vedras adiantou-se ao negócio.
Memória descritiva do “Senhor Vinho”
Uma enorme estrutura em ferro forjado adopta a forma de um garrafão de vinho. A estrutura é percorrida e assim decorada com videiras, impondo a sua presença monumental no exterior do novo Mercado Municipal de Torres Vedras.
Nas grades em ferro que dão forma ao garrafão reconhecemos os padrões característicos de vedações e guardas de varandas. A relação aparentemente distante entre o objecto representado e o elemento que o estrutura é contrariada pela especificidade da zona de implantação da obra.
“Senhor Vinho” assume-se como uma autêntica escultura-caramanchão, onde o elemento industrial e o elemento natural se conjugam numa simbiose perfeita, em clara comunhão e complemento com a malha circundante.
O ferro forjado, material arquitectónico simultaneamente funcional e decorativo, surge investido de importância estrutural na construção do objecto, cuja domesticidade é negada pela hiperbolização da sua escala. A estrutura alusiva ao garrafão e sobretudo as videiras que o envolvem, constituem um micro universo rural transportado para a realidade urbana, contrariando a tradicional incompatibilidade entre esses dois mundos.
Fortemente enraizado na sociedade portuguesa, o vinho assume inegável importância em diversos contextos – social, económico, religioso –, mas a universalidade que se lhe reconhece excede a especificidade única de um país ou região, conferindo à obra uma leitura transfronteiriça e a possibilidade de um diálogo enriquecedor, complexo e estimulante com outras culturas, regiões e países.
Assertivas referências históricas e culturais, e alusões relativas à realidade urbana e ao ambiente doméstico, colaboram numa estratégia de apropriação, descontextualização e subversão da banalidade, transportando o observador para um universo desafiador das rotinas programadas do quotidiano, um mundo estranho e simultaneamente familiar”.
Fernando Miguel ,in Badaladas 5-3-2010
… e esta foi a resposta do presidente do município à polémica desencadeada:
“Sr. Vinho - DESINFORMAÇÃO
“Na sequência da notícia publicada na edição de 05/03/10 do Jornal Badaladas, cumpre-me esclarecer:
Pela mão do seu Director, o Badaladas, na sua edição de 05/03/10, deu notícia sobre a aquisição pela Câmara Municipal, de uma obra de arte de Joana Vasconcelos, sob o título “Senhor Vinho custa 300 mil euros”.
Não querendo pôr em causa o conteúdo da informação, não posso deixar passar em claro a desinformação que o título contém, pois é falso e o Sr. Director sabe que é falso.
É bom que se diga que os órgãos de comunicação social regionais foram convidados a estarem presentes na inauguração da exposição retrospectiva da artista plástica Joana Vasconcelos, que ocorreu no dia 01/03/10, no Centro Cultural de Belém, tendo o Badaladas enviado o próprio Director do Jornal.
Na declaração aos jornalistas ocorrida no local, à primeira e única pergunta feita pelo Badaladas, “quanto é que custa?”, por mim foi dito que teríamos que equacionar três valores: o valor da obra atribuído pela Artista que é de € 300.000,00, o valor de aquisição pela Câmara Municipal que não estava em condições de revelar, a pedido da Autora, mas que é muito inferior ao valor da obra e, ainda, o valor dispendido pela Autarquia que será inferior ao valor da aquisição, pois estamos a negociar o patrocínio da peça com duas instituições nacionais.
Fácil é concluir ser errada e falsa a informação que “Senhor Vinho custa 300 mil euros”.
Mais grave ainda, é não se tratar de um lapso ou de um erro de interpretação, pois o Sr. Director tem consciência que esse não é o valor de custo da escultura para a Câmara Municipal, tendo agido e escrito de forma deliberada.
Lamento que o “Badaladas”, neste caso, e por intermédio do Sr. Director, não tenha cumprido a sua função de informar as pessoas, nomeadamente os torrienses.
Por último, um reparo, uma informação e uma sugestão.
O reparo pelo facto do Sr. Director tendo estado na inauguração da exposição da Joana Vasconcelos, que será certamente um dos acontecimentos do ano no mundo das artes plásticas em Portugal, não tenha dedicado uma palavra, uma letra sequer, ao currículo da Artista e ao seu percurso internacional, o que revela o espírito e propósito da peça (des)informativa.
A informação, é que ao contrário do que é dito no artigo, a Câmara Municipal não se adiantou a ninguém na aquisição do “Sr. Vinho”.
A Câmara Municipal convidou a Joana Vasconcelos a apresentar proposta de uma obra de arte para o Mercado Municipal, tendo a mesma respondido através de dois projectos, onde se incluía o “Sr. Vinho”, sobre o qual recolheu a escolha.
Depois de negociado o valor da aquisição, em condições verdadeiramente excepcionais para a Câmara Municipal, a escultura foi produzida para Torres Vedras, ficando prevista a possibilidade de vigorar na exposição do CCB, caso ficasse pronta a tempo.
A sugestão, é que visitem a exposição da Joana Vasconcelos no Centro Cultural de Belém, onde encontrarão um percurso muito coerente e quase sempre divertido pelas obras da Artista e, à entrada e/ou à saída, vejam o “Sr. Vinho” que está no Jardim das Oliveiras, sendo já um pedaço de Torres Vedras em Lisboa.
Numa altura em que a pressão sobre os órgãos de comunicação social está na ordem do dia, faço questão de pessoal e publicamente dar conta do que considero uma desinformação, não para pressionar quem quer que seja, mas tão só para repor a verdade.
Ao “nosso” Badaladas, mas muito especialmente ao Sr. Director, apresento os meus votos sinceros de melhor (in)formação".
Carlos Manuel Soares Miguel
(Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras)
5 de Março de 2010.
Entretanto surgiram no facebook dois movimentos:
Um contra aquela iniciativa , intitulado “300 Mil Euros por um Garrafão … não”e que justifica a sua iniciativa com os seguintes argumentos:
"Num cenário de profunda recessão em Portugal, motivada por uma crise económica que fez a taxa de desemprego e o défice dispararem para níveis históricos, e onde cada dia mais Portugueses e Portuguesas ficam sem emprego, esta tende fazer verdadeiros milagres para assegurar a sua subsistência, onde também deve ser dado um exemplo por parte dos nossos governantes, que incentive a recuperação económica e ponha fim ao despesismo, o Presidente da CMTV propõe-se a gastar mais de 300 mil euros num garrafão. Não pondo em causa a qualidade artística do mesmo, e verdade é que existem muitas outras prioridades neste nosso concelho.
O Presidente da Câmara não colocou o assunto à consideração da vereação, nem sequer o referiu em Assembleia Municipal, optando, antes, por agir por sua livre iniciativa".
… outro de apoio, intitulado “Eu sou fão do garrafão”.
Deste último transcrevemos um “post” da autoria de Alfredo Reis:
2Grande polémica que anda aí por Torres!
Só me apercebi disso ontem (o Badaladas chega-me à 3ª feira).
Tentei, através dos grupos de fãs do Facebook perceber o que se passava.
Pelo que me parece, o que está em causa não é a qualidade artística da peça ou a capacidade da sua autora. Não tenho sequer conhecimento ou sensibilidade suficientes para poder dar uma opinião definitiva sobre qualquer uma delas (obra e autora).
Não sou daqueles que, pelo facto do país se encontrar na complicada situação que todos conhecem e reconhecem, acha que não se deve investir em mais nada e que não há mais vida para além do combate à crise.
Não! O investimento em arte é pedagógico e aconselhável”.
A polémica continua…
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quarta-feira, 10 de março de 2010
Em defesa do "sr. Vinho"
(Fotografia de Teresa Lamy)
A Lusa já tinha dado a notícia no passado dia 12 de Fevereiro: “Um garrafão de vinho em ferro forjado com cinco metros de altura” ía “receber os visitantes do Museu Colecção Berardo”, onde foi inaugurada no passado dia 1 de Março uma grande exposição da artista plástica Joana Vasconcelos.
Já então a mesma agência anunciava que a “peça, intitulada "Sr. Vinho",” tinha sido adquirida pela Câmara Municipal de Torres Vedras para instalar na cidade” e ía “ser mostrada pela primeira vez ao público no Jardim das Oliveiras, no Centro Cultural de Belém, onde está situado o Museu Berardo”.
Dizia ainda a mesma notícia que, de “acordo com o atelier da artista, as grades de ferro que dão a forma ao garrafão possuem padrões de vedações e guardas de varandas tradicionais, enfatizando o papel social, económico e religioso do vinho na sociedade portuguesa”.
Infelizmente o ambiente político em que se vive não é muito propício ao investimento em arte, caindo-se facilmente na demagogia economicista.
E foi assim que esta questão, que devia ser entendida como um enriquecimento cultural, se tornou polémica. Eu próprio cai na esparrela de assinar uma petição contra a aquisição da obra, desconhecendo então a sua origem e a sua qualidade.
Digo-o agora que essa aquisição devia ser aplaudida por todos os torrienses, e, se não houver dinheiro para a mesma, então que se abra uma subscrição pública para a adquirir.
A obra, merece ser apreciada como deve ser, reproduzindo-se neste blogue as fotografias que sobre a mesma foram realizadas pela Teresa Lamy para melhor se aferir sobre a sua qualidade.
A cultura e a arte, que têm sido tão mal tratadas por políticos e economistas merecem todos os apoios, principalmente quando são de grande qualidade e estão relacionadas com a identidade de uma região.


(Fotografias de Teresa Lamy)
(Fotografia do Público)
Garrafão de Joana Vasconcelos divide opiniões em Torres Vedras
Por Ana Rita Faria
Câmara comprou escultura gigante para colocar no mercado municipal. Oposição contesta "despesa supérflua"
Desta vez não é um lustre feito com tampões higiénicos, nem um sapato gigante feito com tachos. É apenas um garrafão de vinho de cinco metros de altura, em ferro forjado, também da artista Joana Vasconcelos, mas nem por isso menos digno de causar polémica, pelo menos no círculo político de Torres Vedras. A oposição no executivo camarário está a contestar a compra por parte da autarquia da obra Senhor Vinho, de Joana Vasconcelos, dizendo tratar-se de uma "despesa supérflua" para o contexto de crise que o país atravessa.
"Não faz sentido gastar 300 mil euros numa obra de arte, num momento em que Portugal está em contenção de gastos, em que a própria câmara deve milhões a fornecedores e, sobretudo, quando há prioridades muito maiores no concelho em termos de melhoria da qualidade de vida das pessoas", disse ao PÚBLICO Paulo Bento, vereador e cabeça de lista à câmara pela coligação PSD/CDS-PP nas últimas eleições autárquicas.
A oposição vai levar o tema à próxima reunião de câmara, no dia 16, e exigir ao presidente da autarquia que revele o real valor da compra e qual a comparticipação dos mecenas. Em declarações ao jornal local Badaladas, o presidente da câmara, Carlos Miguel, disse que o valor de mercado da peça era de 300 mil euros. Contudo, segundo o site das contratações públicas, a obra foi adquirida pela autarquia por 149 mil euros. O restante poderá ser agora pago por mecenas (entre os quais deverão estar o Santan- der Totta e a Fundação EDP).
A oposição critica ainda o facto de a compra da peça, que estava encomendada desde Janeiro e que será colocada na praça do mercado municipal, não ter sido discutida com os restantes vereadores. Porém, o valor da aquisição permitia que a contratação fosse efectuada por ajuste directo, sem deliberação do executivo, justificou o presidente à Lusa".
in Público, 10 de Março de 2010
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