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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Outono no Vale do Barro

Os tons do Outono chegaram em força ao vale e às encostas do Barro, nos limites sul da malha urbana de Torres Vedras.

A aldeia do Barro, próxima do Monte do Barro e do Convento com o mesmo nome, é hoje quase um bairro periférico da cidade.

No Monte do Barro existe um dos mais antigos vestígios de ocupação humana na região, o Tholos Calcolítico do Barro, contemporâneo do Castro do Zambujal e, nas proximidades, o quinhentista Convento Arrábido do Barro, convento Jesuíta a partir do século XIX até 1910, e que foi uma das primeiras escolas da região, mais tarde um sanatório, hoje encerrado.

O vale do Barro é uma espécie de limite sul do grande vale que esteve na origem do centro urbano de Torres Vedras, que nasceu no limite norte, junto ao rio Sizandro.

Com o urbanismo a crescer para sul e a hipótese de se criar uma zona industrial junto à encosta sul do vale, as fotografias recolhidas ontem podem ser um dos últimos testemunhos do que resta da zona rural que até há poucas décadas entrava "vila" dentro.

Dominada pelas vinhas, esta é das paisagens mais marcantes da região, infelizmente em risco de rápida urbanização.

Para memória futura, aqui deixamos algumas fotos dessa bela paisagem:


















sexta-feira, 16 de março de 2018

Debate sobre a Requalificação da Praia Formosa, em Santa Cruz


Uma das polémicas do momento em Torres Vedras está relacionada com as  obras de "requalificação" da Praia Formosa, em Santa Cruz.

A contestação foi de tal ordem que o município se viu na obrigação de realizar uma sessão pública de "esclarecimento".

Essa sessão teve lugar no passado dia 21 de Fevereiro, no Pavilhão do aeródromo de Santa Cruz, decorrendo já com as obras em execução.

A revista Festa e o seu director Carlos Rosa disponibilizaram no youtube a divulgação dessa sessão que apresentamos em baixo.

A sessão, mal divulgada, contou contudo com um público atento e muito critico.

Visualizar este filme é um bom ponto de partida para se conhecer os argumentos da Câmara e os da população que contesta a obra.

Mais uma vez cometeu-se o erro de iniciar uma obra polémica sem um debate prévio, fazendo-se o contrário, iniciar a obra e, depois da contestação, realizar um debate público com a obra numa fase quase irreversível.

O som nem sempre é o melhor, existindo algumas parte nada ou pouco audíveis, mas este video é um bom ponto de partida para que cada um forme a sua opinião sobre o assunto.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Esclarecimento acerca da remoção de árvores na Praça Machado Santos

O prometido é devido:

Divulgámos a nota do BE sobre a remoção de àrvores da Praça Machado dos Santos;

Agora aqui mostramos o esclarecimento da Câmara sobre os assunto, embora se mantenham algumas dúvidas sobre o real estado das àrvores (onde está o parecer científico).

Vamos ficar atentos à promessa de reposição e de recuperação daquele espaço para depois do Carnaval:

Esclarecimento acerca da remoção de árvores na Praça Machado Santos: A Câmara Municipal vem esclarecer a população acerca da remoção de árvores na cidade, nomeadamente na Praça Machado Santos.

Surpresa na Praça da Batata; atentado, brincadeira de Carnaval ou "renovação"?

O comunicado que aqui transcrevemos foi divulgado pela secção torriense do Bloco de Esquerda, datado de 29 de Janeiro.
Pensamos que o seu conteúdo pode ser subscrito por qualquer pessoa, da direita à esquerda, que preza a natureza e o ambiente ou por qualquer cidadão torriense que se espantou por mais um atentado ao cada vez mais raro património natural que ainda existe no centro urbano e que só encontra, por parte dos responsáveis, respostas esfarrapadas.
Se viermos a conhecer uma resposta credível a este comunicado, reservamos um espaço neste blog para a sua divulgação.
Por agora o único comunicado credível é este que em baixo transcrevemos:

“COMUNICADO OFICIAL DO BLOCO DE ESQUERDA DE TORRES VEDRAS SOBRE A REMOÇÃO DAS ÁRVORES NA PRAÇA DA BATATA
“O Bloco de Esquerda de Torres Vedras indigna-se perante a remoção radical das árvores da Praça Machado Santos (Praça da Batata) cujos canteiros foram substituídos por cimento na passada sexta-feira, dia 26 de Janeiro de 2018. 
Deste modo e através de um só golpe, a Câmara Municipal resolveu transformar uma praça ainda com alguma vida (árvores, gatos, pássaros) num espaço vazio entre prédios em ruínas.
“O Bloco conclui que a devastação infligida ao património arbóreo na cidade de Torres Vedras e extensível a todo o concelho, é aplicada pela antiga e profunda ignorância e irresponsabilidade das designadas "podas camarárias" (podas radicais ou rolagem).
“Apesar de ser um tema há muito trazido para o debate público pelo Bloco de Esquerda em Torres Vedras, a política florestal da CMTV representa um desrespeito absoluto pelas árvores e pelos munícipes, como, por exemplo, se verificou no que foi feito às árvores no Paúl, designadamente em 2011 e 2016.
“O facto do referido "Diagnóstico Fitossanitário" mencionado pela CMTV - em comunicado publicado no website do município a menos de 24h da remoção das seis árvores (da espécie Robinia Pseudoacacia) - revelar que as árvores estavam debilitadas, tal não significa que devam ser automática e levianamente removidas.
“O Bloco de Esquerda exige, para além do fim imediato das podas radicais em árvores ornamentais (urbanas), a procura de medidas alternativas que possibilitem a recuperação do tratamento de árvores, designadamente através da "dendrocirurgia", técnica especializada em estabilizar e recuperar árvores muito danificadas a fim de se estagnar e estimular a recuperação dos danos.
“No caso concreto das árvores arrancadas à Praça da Batata, para além da falta de cuidado com a qualidade do exíguo terreno onde estavam plantadas nunca os serviços sequer as regaram com água.
“Tudo poderia ser sido evitado se a CMTV tivesse a nobre ideia de ter no seu gabinete florestal uma equipa de técnicos cuidadores de árvores, um diagnóstico e um mapeamento das árvores danificadas. Neste aspecto o BE já tomou há alguns meses a iniciativa de organizar um mapeamento de árvores danificadas em Torres Vedras, aberto a todos os cidadãos e disponível num grupo público do Facebook intitulado por "Mapeamento de árvores danificadas e tratamento, em Torres Vedras” (https://www.facebook.com/groups/2007130399517683/).
“Sem uma mudança de política ambiental e sem a inclusão democrática dos cidadãos na defesa dos espaços verdes e do ambiente, continuaremos a não ter uma cidade, cidadania e consciência ecológica dignas do século XXI.
“É importante referir que o comunicado da Câmara Municipal de Torres Vedras:
“• não menciona a empresa que fez o estudo que indicou que as árvores fossem removidas;
“• não disponibiliza o relatório para consulta popular;
“• não apura as responsabilidades pelo facto das árvores terem chegado àquele estado;
“• não revela quais as alternativas que podiam ter sido tomadas nos últimos anos para que não existisse esta medida drástica na Praça da Batata que contribui para a destruição do património arbóreo do concelho.
“A Câmara Municipal refere que serão plantadas 12 árvores nos espaços verdes de Torres Vedras e o Bloco de Esquerda exige as seguintes respostas: onde, quando e quais as espécies a plantar e qual a sua origem, e se chegarão já amputadas, à semelhança das árvores novas no Pátio Alfazema e Choupal, algumas delas transplantadas já mortas, e a maioria estrangulada por braçadeiras, considerando que a resposta a estas questões devem ser feitas a curto prazo pela dignificação do ambiente e dos espaços verdes da cidade.
“Por fim, e dado ao insólito ocorrido na Praça da Batata o Bloco exige que a CMTV comunique o plano futuro para a Praça da Batata que se encontra neste momento com os “canteiros” acimentados”.


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

REQUALIFICAÇÃO DO CHOUPAL: SIM, MAS...





Está no ordem do dia o nosso Choupal e pelas melhores razões. Finalmente, depois de tantos anos de abandono e desleixo, aquele espaço foi requalificado e oferece aos torreenses mais uma atraente alternativa de lazer.

Como cidadão amante da sua terra, tive oportunidade de intervir diversas vezes em público sobre o chamado “ problema do Choupal”. A última terá sido na página LUGAR ONDE, no Badaladas de 21 de Novembro de 2008. Através de um conjunto de imagens, clamava com estridor contra a agonia do que outrora fora o melhor lugar de passeio da vila. E aí fazia referência ao rio Sizandro, um dos binómios do problema, uma vala a céu aberto por onde escorria água fétida e nadavam frascos de plástico e pneus velhos.

Sabemos como são constrangedoras as dificuldades financeiras e, por isso, todos esperámos pacientemente, pela oportunidade de realizar a obra. E ela chegou: rio e parque foram requalificados, a Vala dos Amiais reaberta, o subsolo foi trabalhado para se defender do excesso das águas das chuvas, a superfície foi moldada e semeada de relva, o café Cheirinho deixou de lembrar maus odores e passou a Xeirinho, a velha bica com a sua placa de 1665 foi limpa, por trás dela foi implantado um bonito escadório de madeira, a dar acesso aos moradores do alto, a mais antiga capela do concelho – Senhora dos Amiais - emergiu do mar de automóveis e ergue-se, agora, na sua arquitectura singela, num espaço que a respeita e realça.

Por tudo isto estou feliz e congratulo-me com o trabalho realizado. Contudo, há dois aspectos que, em minha modesta opinião, me parecem criticáveis.
O primeiro é a ausência de um coreto. O que lá existia estava decrépito e a sua manutenção era incompatível com as obras. Isso é verdade. Mas, ao contrário dos que consideram que este equipamento urbano é antiquado, julgo que ele é como a roda: uma vez inventada não podemos prescindir dela. Um moderno coreto, com desenho contemporâneo, permitiria a existência de um espaço permanente para espectáculos musicais e um pequno lugar de arrumos para o que fosse necessário. Talvez ainda seja possível, um dia mais tarde, pensar nisto.

O segundo aspecto tem a ver com a ponte pedonal. O que ali vemos mais parece um viaduto de auto-estrada ou de comboio urbano de acesso a um túnel com saída no Forte de S. Vicente. Mas não: pesado em toda a força da sua estrutura, acaba ingloriamente numa plataforma pequenina, como se ali tivesse aparecido por engano. Bem sei que o projecto já tem uns anos e supunha a existência de um grande edifício para o qual seria necessário um acesso de veículos de carga. Mas, a partir do momento em que se desistiu – e bem!  – desse edifício, não teria sido possível “rever em baixa” a construção daquela estrutura? O processo seria dispendioso mas talvez compensasse pela poupança na construção. Quando vemos a maravilha da ponte pedonal “Pedro e Inês” em Coimbra não podemos deixar de olhar com alguma tristeza para o nosso viaduto.

Joaquim Moedas Duarte

(Texto já publicado na minha página do Facebook)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O NOVO CHOUPAL



Os Torrienses têm, desde este fim-de-semana, um novo espaço de lazer.

Agora é possível atravessar a pé ou de bicicleta toda a zona baixa, desde o Parque Verde da Várzea até ao Choupal, uma extensão de cerca de 2 Kilómetros.

Uma alternativa é descer toda a zona histórica, desde o Largo da Graça até ao Choupal.

Agora só é preciso que a relva cresça e que os torrienses façam por merecer este novo espaço, usufruindo dele e conservando-o.

Também é preciso passar pela prova do Inverno e das Cheias violentas e rápidas do Sizandro, para ver se tudo funciona.

Só lamento duas coisas: que não tenham conservado o antigo coreto como memória do antigo Choupal e o fundamentalismo sobre passear com cães.

Espero que, pelo menos, permitam que, no percurso junto ao rio, se possa passear os cães, desde que as pessoas cumpram na limpeza dos dejectos e os levem pela trela. Em Lisboa e noutras cidades os cães podem entrar em quase todos os espaços verdes. Torres Vedras não devia ser diferente.

Mas o balanço total é muito positivo.

Não esqueçam o novo café "Xeirinho", com bons petiscos regionais, para além da pastelaria e dos cafés habituais, e o novo espaço dedicado aos brinquedos e às crianças.





















sexta-feira, 6 de junho de 2014

Um cedro centenários em Runa

(Postal editado pelo CAS de Runa. O cedro pode ser visto no centro do postal)

A propósito do artigo do Público "Árvores de interesse público em Portugal estão desprotegidas desde 2012" repescamos ficha do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas da única àrvore (?) classificada neste concelho, o centenário cedro do Centro de Apoio Social de Runa:


Ficha da Árvore de Interesse Público


Nº Processo:KNJ1/025Classificação:D.G. nº 92 II Série de 20/04/1940

Nome Científico:Cupressus lusitanica Miller
Nome Vulgar:cedro-do-buçaco
Interesse histórico ou paisagístico:Magnífico exemplar de cedro-do-buçaco, centenário, de fuste baixo e muito grosso, podado em caramachão para sombra, que cobre um largo do jardim do Centro Social de Runa. É um verdadeiro monumento vivo com as pernadas em forma de taça desde a base do fuste

Distrito:Lisboa
Concelho:Torres Vedras
Freguesia:Runa
Morada:Centro de Apoio Social de Runa

Perímetro da Base:6.2Perímetro a 1,30m:
Diâmetro da Copa Norte/Sul (m):28.1Diâmetro da Copa Este/Oeste (m):20.4
Altura (m):9.5Idade (anos):130
Última medição:2006

Descrição:Árvore Isolada
Observação:O Parque é murado e a sua plantação e construção foi feita em 1873 a 1876, no tempo do Rei D. Luis I e por ordem do General Eça.



sexta-feira, 9 de março de 2012

TORRES VEDRAS NÃO TEM PRAIAS ENTRE OS FINALISTAS :Saiba quais são as 70 praias pré-finalistas às 7 Maravilhas

(Praia de Santa Cruz - as suas praias ficaram fora da lista de pré-finalistas)

O Concelho de Torres Vedras, um dos que, no país, tem uma das maiores extensões de costa marítima, candidatou-se às "7 Maravilhas- Praias de Portugal" com quatro praias: Santa Helena, Santa Rita, Seixo e Formosa.
Infelizmente nenhuma delas foi escolhida como pré-finalista.
Aliás, da lista de pré-finalistas, são poucas as surpresas e que não obedeçam, mais do que à beleza e originalidade dos sítios, à escolha óbvia da propaganda turística.
Em baixo podem consultar a lista desses pré-finalistas:

segunda-feira, 28 de março de 2011