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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Tempestade Kristin em Torres Vedras


Ainda sob o efeito da tempestade Joseph, que provocou inundações históricas nas margens do Rio Sizandro e uma agitação marítima preocupante, esta madrugada a região foi afectada pela tempestde Krisin, que entrou nesta região por volta das 3 da manhã com ventos que ultrapassaram os 100 klm hora.

Pela manhã, na cidade, deparámo-nos com árvores caidas e ramos espalhados por todo o lado, com destaque para a zona da Avenida 5 de Outibro, Av. Humberto Delgado e Largo da Graça.

À volta e no interior da escola Madeira Torres deparámo-nos com várias árvores arrancadas, com destaque para as que cairam sobre o depóssito de gaz da escola.

Aqui ficam, para memória futura, algumas imagens da situação junto à Escola Madeira Torres.






quinta-feira, 19 de novembro de 2020

As mais antigas fotos de cheias em Torres Vedras (1904)

 



Na sua edição de 15 de Fevereiro de 1904 a revista "Ilustração Portuguesa" publicou aquelas que são, até ao momento, as mais antigas fotografias de umas cheias em Torres Vedras.

As cheias tiveram lugar no fim-de-semana do Carnaval desse ano e essas fotografias ilustram, juntamente com uma outra do vale de Santarém, o resultados das grandes chuvadas desses dias.

O artigo onde se inclui essas fotografias e a legenda acima transcrita, é assinado por um tal João Paulo, desconhecendo-se se é ele o autor dessas fotografias.

No dia em que se comemora mais um ano passado sobre as maiores cheias registadas no concelho nos últimos 50 anos, as cheias de 19 de Novembro de 1983, aqui recordamos as mais antigas fotos de um fenómeno constante ao longo dos séculos, o transbordar das águas do rio Sizandro para as ruas baixas da então vila.

A partir de 1983 foram efectaudas várias obras de regularização do rio, pelo que deixou de haver as tradicionais e destruidoras inundações no centro urbano

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Torres Vedras e as Cheias de 25 de Novembro de 1967


As Cheias de 1967, que ocorreram na madrugada de 25 para 26 de Novembro desse ano, atingiram a região de Lisboa e fizeram um número de mortos ainda hoje indeterminado, mas que terá rondado os mais de 700.

Oficialmente apenas foram publicamente divulgados cerca de 400 mortos, pois a censura da época quis esconder a verdadeira dimensão da tragédia, já que ela punha a nu as miseráveis condições de vida de uma parte considerável da população portuguesa.

Apesar de Torres Vedras ter sofrido os efeitos do temporal, aqui não atingiu as dimensões trágicas de Lisboa, Loures e do concelhos vizinhos de Arruda dos Vinhos e de Alenquer. O Sobral de Monte Agraço teve a registar, pelo menos, três mortos.




Torres Vedras, muitas vezes assolada por grandes inundações, parece ter escapado desta vez à tragédia, pelo menos a fazer fé na inexistência de qualquer referência na imprensa local a destruições ou mortes no concelho relacionados com essa noite trágica, que muitos consideram a maior tragédia portuguesa depois do terramoto de 1755.

O único contratempo conhecido à vida normal dos habitantes de Torres Vedras foi o facto mencionado no Diário de Lisboa de 26 de Novembro de 1967, informando a interrupção do transporte ferroviário da linha do Oeste até ao Bombarral, devido à queda de várias barreiras que sustentavam as linhas.

Contudo, a imprensa local, neste caso o jornal “Badaladas”, não foi indiferente à tragédia, noticiando uma campanha de solidariedade para com as vítimas da tragédia na sua edição de 2 de Dezembro de 1967, referindo-se em primeira página à “noite trágica de 25 de Novembro de 1967” e ao “luto no coração dos portugueses”, apelando “aos trabalhadores lusitanos” para darem “uma hora de trabalho”.

Logo nessa edição anunciava o “gesto magnifico” do “pessoal da Casa Hipólito”, incluindo “todos os sócios e funcionários superiores” daquela empresa, oferecendo “horas do seu trabalho, a favor das vítimas.

Também nessa edição indicava que a redacção do jornal já tinha recebido dádivas em dinheiro, apelando a ofertas dos “particulares” de apoio às vitimas da tragédia.

Nas edições seguintes de 9 e 23 de Dezembro de 1967 aquele jornal local listava as várias dádivas recebidas em dinheiro e géneros.

Em dinheiro:

Salão Fotográfico – 100$00;
Carlos da Silva Cardoso  - 250$00;
Afonso de Oliveira – 150$00;
Hermano de Sousa D’Alte – 20$00;
Anónimo de Torres Vedras – 300$00;
“Menino” José Manuel Henriques dos Santos – 20$00;
João Alves Simões (de “França”) – 100$00;
José Feliz dos Reis “das Figueiras” – 100$00;
“Menino” João Manuel Cabaço Ferreira – 20$00;
Júlio dos Santos – 100$00;
Pensão Torreense – 200$00;
Casa Damião – 100$00;
Escola Primária Feminina Armando Paulo dos Santos e seus empregados – 100$00;
Maria Luisa da Silva – 50$00;
Inácio José – 20$00;
Anónimo – 50$00;
Viuva Cabral, Ldª e seus empregados – 700$00.

TOTAL: - 2 400$00.

Em géneros:

Junta de Freguesia de S. Pedro de Torres Vedras – 6 cobertores;
Anónimo – “diversas roupas de homem e senhora”;
A.C. – roupa de senhora;
Carlos Jerónimo – “3 pacotes com roupa de criança”;
Anónimo – 2 blusões para homem;
Drª Maria Teresa Graça – “diversa roupa de senhora e um par de sapatos”;
Hermano de Sousa D’Alte – “3 pacotes com roupas e sapatos”;
Dª Maria Soledade Santos – “diversas roupas”;
Dª Augusta de Moura Guedes – “ 2 pacotes com roupa de homem e sapatos”;
Dª Maria Dimas – “1 pacote com roupa de senhora”;
Escola Primária Feminina – “7 pacotes com roupa de criança”;
Manuel Guilherme, de Catefica, - “1 saco de batatas”.

Além desta iniciativa do jornal, o “Badaladas” anunciou outras iniciativas solidárias que tiveram lugar pelo concelho.

Na sua edição e 9 de Dezembro anunciava que a “Física de Torres” tinha transportado para Alenquer e Arruda dos Vinhos “alimentos, roupa, cobertores e divãs” em quatro camionetes “cheiinhas de boa vontade” e de “magnifica solidariedade”, informando que a “recepção continua em aberto no Clube Artístico e Comercial”, registando outros movimentos e de solidariedade em “A Dos Cunhados e muitas outras freguesias do concelho”.

Entre estas o mesmo jornal, na sua edição de 23 de Dezembro, destacava o peditório realizado na freguesia de S. Mamede da ventosa, “em colaboração com a Física”, que consegui recolher:

12 595 quilos de batatas;
1350 de cebolas;
442 de feijão;
60 de grão;
60 de trigo;
20 de banha;
3 de massas;
1 de arroz .

Além disso, foram ainda recolhidos nessa freguesia “uma embalagem de várias mercearias”, duas “résteas de alhos” e 7 650$20 em dinheiro , “além de centenas de peças de vestuário e muitos pares de calçado”, e, “até as crianças das escolas deram a sua colaboração”.

As firmas “Fonseca & Lisboa, Ldª e Ângelo Custódio Rodrigues ficaram responsáveis por recolher donativo da campanha de auxílio às vitimas das inundações aberta pelo “Grémio do Comércio” (“Badaladas” de 9/12/1967).

Por último, destaque-se o agradecimento da Junta Freguesia da Carnota, em Alenquer, e da sua população, uma das mais atingidas pela tragédia, à ajuda prestada pela população vizinha das Carreiras, na freguesia torriense da Carvoeira, publicado na edição do “Badaladas” de 23 de Dezembro.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Esta Tarde em na Costa de Torres Vedras (entre Porto Novo e a Formosa)

FOTOGRAFIAS TIRADAS HÁ POUCO; COM A MARÉ VAZIA (Dá para perceber como vai ser logo com a maré Cheia!!!!).




























segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Temporal no mar de Santa Cruz, esta tarde




(Fotografias de Maria Patrocínio Cecílio e Patrícia Bastos)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA PARA O TEMPORAL DO DIA 23


O Instituto de Meteorologia divulgou hoje a descrição científica daquilo que se passou em Torres Vedras e na região Oeste no passado dia 23:

“Na madrugada do dia 23 de Dezembro de 2009, a região do Oeste de Portugal Continental foi atravessada por uma depressão muito cavada, tendo sido registado um valor mínimo da pressão ao nível médio do mar de 969.4 hPa às 04:20 horas locais na estação do Cabo Carvoeiro.


De acordo com uma análise preliminar, no presente episódio e considerando a rede de estações do IM (cuja distância média entre estações é inferior a 30 km), verificou-se que foi também na mesma estação que se registaram os valores mais elevados da intensidade do vento. Em particular, o vento médio atingiu cerca de 90 km/h às 4:40 e a rajada 140 km/h às 4:50 de dia 23.

O cavamento da depressão, ou seja, a diminuição da pressão no seu centro, foi muito acentuado, em particular no momento da passagem sobre o território. Uma análise preliminar permite estimar um cavamento de cerca de 20 hPa num período de 24 horas, o que à latitude de Portugal Continental permite classificar este evento como um episódio extremo.

As observações efectuadas pelo sistema de radar Doppler de Coruche permitiram identificar e seguir o referido núcleo depressionário, à aproximação e passagem pela referida região. Na animação do produto MAXZ (ver Enciclopédia METEO.PT/Observação Remota/Radar) o núcleo depressionário começa a ser identificado pelas 3:10 UTC ainda sobre o mar, a sudoeste do Cabo Carvoeiro; pelas 4:20 UTC, no seu deslocamento para nordeste, o núcleo da depressão encontra-se já sobre o mesmo cabo, à hora a que foi observado na referida estação o valor mínimo de pressão atmosférica. Ao prosseguir o seu movimento para nordeste, para o interior do território, o núcleo depressionário foi enchendo (aumentando a presão no seu centro) e os ventos associados diminuíndo de intensidade.

O presente episódio é semelhante a outros que ocorreram em Portugal Continental no passado, como são exemplos os temporais de 5 a 6 de Novembro de 1997 no Alentejo e de 6 a 7 de Dezembro de 2000 no litoral Norte e Centro.

É importante clarificar que este fenómeno não se enquadra na classe de ciclones tropicais, cuja natureza é distinta da do fenómeno actual. Por exemplo, é de notar, que um ciclone tropical de categoria 1 apresenta vento médio superior a cerca de 120 km/h, valor que não foi registado em nenhuma das estações da rede do IM.”


domingo, 27 de dezembro de 2009