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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Roteiros torrienses - 5- Idade dos Metais

5 – 1 - Idade do Bronze (1800 aC.).

a) – Necrópole de Portucheira II, Matacães.

b) – Abrigo da Maceira, ou Lapa da Rainha II.
Situa-se frente à gruta peleolítica do mesmo nome, lado poente.
Necrópole com espólio desde o neolítico à Idade do Bronze.

c) – Castro do Cabeço do Jardo, Maxial.

d) – Povoado do Monte da Pena, S. Pedro.

e) - Cova da Moura.

f) – gruta da Ermegeira.

5–2 - Idade do Ferro (séulo VIII aC.).

a) – restos de necrópole, junto ao cemitério de S. João, Torres Vedras.
Jarro e asas de bacia em bronze, de influência tartéssica.

b) – restos de necrópole, na Av. General Humberto Delgado, Torres Vedras.

c) – Junto ao Casal das Passadeiras Outeiro da Cabeça.
Peças em Ouro.

d) – Castro da Serra do Socorro, Turcifal.

e) – Pena Seca, Bonabal, S. Mamede da Ventosa.
Cadeia de hélices e bracelete em ouro.
“O ouro, talvez proveniente do estuário do Tejo, foi usado para fazer estas peças, as quais levam os autores [Leonel Trindade e O . da Veiga Ferreira] a interrogarem-se sobre a sua utilização decorativa ou como valor de peso para as transacções económicas” (TRAVANCA, 1999, p.67).
A sua ocupação talvez tenha origem na Idade do Cobre ou do Bronze.

f) – Castro da Valentina, Maxial.

g) – Castro de S. Mateus, Monte Redondo (?).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Roteiros torrienses - 4 - Calcolítico

4 – Calcolítico( 3000 aC- 1800 aC.)

4 – 1 – Povoados

a) – Castro da Achada, Monte da Achada, Monte Redondo.
Descoberto por Leonel Trindade em 1951.
Ocupado no início da Idade do cobre, podendo ter tido uma segunda ocupação durante a Idade do bronze.

b) – Castro da Fórnea, Matacães.
Castro contemporâneo do Castro do Zambujal, de cuja proximidade se pode especular sobre o tipo de relações existentes entre esses dois sítios. João Ludgero Gonçalves avançou a hipótese de a Fórnea poder ser “uma atalaia de defesa de uma boa via de comunicação (como é o vale do rio Sizandro) ou do limite fronteiriço de um teritório (...) ou o posto avançado para exploração de fontes de matéria-prima, de um território económico liderado por um lugar central” que podia ser o Zambujal. (GONÇALVES, 1995, p.139).
Datado de entre 2500 a 2200 aC.

c) – Póvoa do Penedo, Runa.
Descoberto por Ricardo Belo em 1933, tendo recolhido mais de 800 peças datadas do eneolítico.
“A construção pode ser considerada uma última variante das fortificações das colónias da Idade do Cobre, em território português, e apresenta uma superfície interior relativamente pequena” (RODRIGUES, 1999, p.70).
Datado de entre 2500 e 2200 aC.

d) – Pitagudo, A-Dos-Cunhados.

e) – Serra de Sarreira, Freiria.

f) – Castro do Zambujal.
Foi descoberto por Leonel Trindade em 1938, responsável pelas primeiras escavações em 1944, 1959 e 1960, acompanhando-o, nos dois últimos anos, o Dr. Aurélio Ricardo Belo. Foi então convidado o Instituto Arqueológico Alemão a continuar esse trabalho, o que aconteceu entre 1964 e 1973, período durante o qual se efectuaram sete campanhas de escavações orientadas por E. Sangmeister, H. Schubart e W. Huebener .
Nos anos seguintes foi estudado, por aquele Instituto, o espólio e o conjunto de informações obtidas naquelas escavações, distinguindo-se nesta fase o trabalho do arqueólogo Dr. Michael Kunst.
Foi declarado Monumento Nacional pelo Decreto 35817 de 20/8/1946.
(ver mais dados, em próximo texto)

g) – Castro do Cabêço do Jardo, junto ao Maxial.

h) – Castro do Monte de S. Mateus, junto à Lobagueira, Maxial.

i) – Castro do Outeiro da Cabeça.

j) – Castro do Casal da Passadeiras, Maxial.

k) – Varatojo, próximo do Convento.
Castro não fortificado, datado de 2500 aC.

l) - Quinta das Galhardas, a oeste da Ribaldeira.
Castro.

m) – Monte da Doutora, Sarreira, Freiria.
Castro.

n) – Castro da Boiaca.
Achado de superfície.

o) – Casal do Sobrigal, S. Domingos de Carmões.

p) - Castro da Portucheira (?), Matacães

4 – 2 – Necrópoles

a) – Borracheira, S. Pedro.
Achado de superfície.

b) – Lapas Grandes, Monte Redondo.
Duas grutas artificiais construídas entre 2700 e 2500 aC., talvez ainda no Neolítico final.
Uma das grutas foi novamente ocupada no Calcolítico Final (entre 2000 e 1500 aC.).
Ambas voltaram a Ter uma ocupação humana entre 1000 e 800 aC.(Bronze final ).

c) – Lapa da Rainha II, Maceira.

d) – Gruta do Sapateiro, vertente SO do “Cabeço do Castelo”, Maceira.

e) – Portucheira I, Matacães.

f) – Cova da Moura, S. Pedro.
Gruta natural, na margm esquerda do Sizandro, entre Torres Vedras e as termas dos Cucos, junto à linha de caminho de ferro, na Boiaca.
Nela foram encontrados 90 esqueletos.
Próximo dela existem várias grutas naturais, mas só numa delas, a chamada “Cucos II”, foi encontrado material arqueológico, um machado em pedra polida.
Datado de entre 2500 e 1400 aC.

g) – Monte da Pena, “Tholos” do Barro, S. Pedro.
Monumento Nacional desde 1940
Descoberto em 1909 pelo Pe Paul Bovier-Lapierre.
A maior parte do espólio aí encontrado está no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia.
O espólio encontrado nas imediações daquele monumento por Leonel Trindade encontra-se no Museu de Torres Vedras e é datado, quer do calcólítico quer o Bronze final.
“É provável a existência de sepulturas do Bronze Final nas imediações do monumento do Barro. A hipótese de um povoado (...) não tem de ser necessariamente posta de parte: alguns elementos deixam ainda supor a existência de um horizonte de ocupação mais antigo no local, que não a tholos (...)” (MADEIRA e Cols, 1972).
Os objectos encontrados no monumento funerário são típicos da cultura do vaso campaniforme.
Datado de entre 2500 e 2200 aC.

h) – Casal Charrino, perto do castro do Varatojo, S. Pedro.
“Tholoi”. Completamente destruído.
Data de aproximadamente 2500 e 2200 aC.

i) – Bolores, S. Maria.

j) – Cabeço da Arruda, Freiria.
Conjunto de três sepulturas do calcolítico, duas colectivas e uma de tipo “tholos.
A mais antiga data de, aproximadamente, 2000 aC.

k) – Serra das Mutelas, perto da Quinta de Charniche, S. Mamede da Ventosa.
“Tholoi”. Completamente destruída.
Datava de entre 2500 e 2200 aC.

l) – Serra da Vila, Stª Maria.
Sepultura megalítica, tipo “tholos”.
Foi completamente destruida.

m) – Junto a Vila Seca, Maxial.
Monumento megalítico.

n) - Quinta de Entre Campos, Ermegeira, Maxial.
Gruta artificial
Entre os objectos aí encontrados, destaca-se um par de brincos em ouro e quatro pequenos tubos de folha enrolada do mesmo metal.
Data de aproximadamente 2500 a 2200 aC.

o) – Abrigo da Carrasca, perto da Macheia, Matacães.
Abrigo sob rocha de grandes dimensões, datado de entre 2500 e 2200 aC.

p) – Lapa do Paio Correia ou Lapa do Preto, junto à Vala do Pisão, Vila Facaia, Ramalhal.
Gruta artificial. Datação desconhecida, provavelmente de entre o IIIº e IIº milénio aC.

q) – Moinho da Lapa, Stª Maria.

4 – 3 – Achados isolados

a) – Vespeiro, S.Pedro
Achado de superfície.
b) – Barrigudo, Runa.
Achado de superfície.
c) – Cucos II, S. Pedro.
d) – Casal da Serra, S. Mamede da Ventosa
Achado se superfície.
e) – Fonte Grada, Stª Maria.
Achado de superfície.
f) – Sequeira, Silveira.
Achado de superfície.
g) - Forte do Canudo, Stª Maria.
Achado de superfície.
h) – Charnais, Serra da Vila.
Achado de superfície.
i) – Casal da Amoreira, S. Pedro da Cadeira.
Achado de superfície.

Roteiros torrienses -3 - Neolítico

3 – Neolítico (10000 aC.- 3000aC.)

3 – 1 – Povoados.

a) – Vertente NO do Cabeço do Castelo, margem direita do Alcabrichel, Maceira.

3 - 2 Castros.

a) – Castro de S. Mateus, Monte Redondo.
b) – Castro da Portucheia.
c) – Castro do Barrigudo.
d) - Castro do Pico Agudo, a Sul do Cabeço do Castelo, Maceira.
e) – Casal da Cidadoura.
f) – Monte do Crasto.
g) – Vespeiro, a sul do Zambujal.
h) - Varatojo.

3 – 3 – objectos dispersos em pedra polida.

a) – Torres Vedras.
b) – Maxial.
“Na área do Maxial há alguns pontos que deveriam ser objecto de uma prospecção. A SE do lugar, há uma sequência de elevações que seriam susceptíveis de fornecer bons abrigos: de Oeste para Leste, temos A-Do-Verde (140 metros de altitude), Outeiro do Vento (236), Cabeço do Jardo (150 metros de altitude) e Fogarosa (ponto em que está instalado um marco trignométrico)” (FREITAS, 1959, vol.1, p.240).
c) – S. Mamede da Ventosa.
d) – Figueiredo.
e) – Turcifal.
f) – Assenta.
g) – Cambelas.
h) – Vale da Mata.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Roteiros torrienses -2 - Paleolítico

2 – Paleolítico

2 – 1 – Paleolítico Inferior ( 3 milhões de anos – 300 000 aC).

2 – 1 – 0 – Acheulense (400 000 a 300 000 aC) – Bifaces - Atlantropo

2 – 1 – 1 – Pré - Acheulense

a) – Santa Cruz ( Corresponde a três sítios ao longo do litoral desse sítio .Ponta da Vigia, a norte, “a Mina”, a Este, perto do “Porto da Escada”, a Sul).
b) – Perto da fonte da Água do seixo, Santa Cruz.
Vestígios por identificar.
c) - Seixosa

2 – 1 – 2 – Acheulense Médio.
a) – Casal das Pedrosas, Silveira.
b) – Casal da Portela, Silveira.
c) – Torres Vedras, área do mercado municipal.
d) – Vale de Carros, Maxial
Biface com características “micoquenses”.

2 – 1 – 3 – Acheulense Superior.
a) – Seixo, Santa Cruz.

2 – 1 – 4 – Outros sítios com vestígios do Paleolítico Inferior.
a) – Ponte do Rol.
b) – Galegueira, Ponte do Rol.
c) – A-Dos-Cunhados.
d) – Carrascais, A-Dos-Cunhados.
e) – Sobreiro Curvo, A-Dos-Cunhados.
f) –Gruta de Lapa da Rainha, Maceira.

2 – 2 - Paleolítico Médio (300 000 a 35 000 aC, última glaciação (Wurm), Neanderthal).
a) – Penafirme, A -Dos- Cunhados.
b) – Casal do Soito, Ponte do Rol.
c) – Casal do Calvo, Ponto do Rol.

2 – 3 - Paleolítico Superior (35 000 aC – 10 000 aC) – Homo Sapiens Sapiens.

2 – 3 – 1 – Aurinhacense (28 000 aC – 26 000 aC) (Cro-Magnon)
Primeiras manifestações de arte figurativa: figuras des animais muito esquemática e signos gravados em blocos de calcário.
a) – Santa Cruz
Achado isolado, em lugar desconhecido

2 - 3 – 2 – Gravettense e Proto-Solutrense ( 26 000 aC – 21 000 aC)
Caracterizada pela indústria do buril de truncatura retocada.
Na arte caracteriza-se pelas estatuetas femininas em marfim (“Vénus”)
a) Cova da Moura, Cambelas, S. Pedro da Cadeira
Sítio ao ar livre localizado no Vale da Fonte ou Vale de Almoinha, a 500 metros da mina de água que lhe deu aquela designação.
Trabalhos de prospecção entre 1949 e 1952.
Maioria do espólio constituído por artefactos líticos.

2 – 3 – 3 - Solutrense (21 000 aC – 16 000 aC)
Grande perfeição na técnica de talhe. A “folha-de-loureiro” e a raspadeira são dois dos instrumentos típicos deste período.
a) - Vale Almoinha, Cambelas, S. Pedro da Cadeira.
A causa provável da escolha deste lugar como acampamento pré-históico pode dever-se à existência, a 100 metros do lugar de uma nascente de água doce, já existente na época.
A maioria do material lítico é constituido por peças em sílex (95% do total), algumas em quartzo, nomeadamente raspadeiras, “folhas de loureiro”, lascas, lamelas, lâminas, núcleos.
b) – Lapa da Rainha, Maceira.
Gruta de abrigo esporádico, tendo servido fundamentalmente de toca de carnívoros.
Para além de vestígios ósseos humanos fossilizados, foram encontrados ossos de animais já extintos na região, como o rinoceronte e a hiena.

2 – 3 – 4 – Magdalenense (16 000 aC – 10 000 aC)
Caracteriza-se pelo importante desenvolvimento da indústria óssea e pela qualidade das obras de arte mobiliária ou parietal. Transição entre Paleolítico e o Mesolítico.
a) – Baio ou Cerrado Novo ou W. do Casalinho, junto à foz do rio Sizandro, margem esquerda , Gentias do Meio, S. Pedro da Cadeira
Produção de lascas e lamelas.
Data provavelmente de entre cerca 11000 e cerca de 10500 aC.
Os seus vestígios prolongam-se pelo Neolítico.
b) – Vale da Mata, Gentias, S. Pedro da Cadeira
c) – Rossio do Cabo, Santa Cruz
No sítio onde se construiu o campo de tiro, 3 km. a NE. da praia de S.tª Cruz.
Parece “ ter sido um acampamento de superfície, de pequena extensão, ocupado por caçadores durante um período de tempo relativamente curto” (RODRIGUES, 1999, p.60).
Estação arqueológica descoberta por Leonel Trindade em 1950.
“A estação do Rossio do Cabo é um contributo importante para a arqueologia portuguesa: confirmando a influência europeia no ocidente da Península em pleno Paleolítico Superior, dá-nos elementos para verificarmos o estabelecimento no litoral estremenho de tribos aurinhacenses. Estas viveram, por certo em espaço de tempo reduzido, num acampamento ao ar livre, trbalhando com segurança material que iam buscar (...) a localidades distantes”, como Runa, Torres Vedras e, talvez, Rio Maior, Nazaré e Lisboa. (FREITAS, 1959, p.62).
d) – Pinhal da Fonte, Cambelas, S. Pedro da Cadeira.

2 – 3 – 5 – Outros lugares com vestígios do paleolítico superior.
a) – a SE de Casalinhos de Alfaiates
b) – Escaravelheira.
Vestígios líticos, do paleolítico superior final ou Epipaleolítico.
c) – Porto Escada, a sul de Santa Cruz.
d) – lugar da Mina Santa Cruz.
e) – Vale do Pizão, Santa Cruz.
f) – Vale do Cortiço, Santa Cruz.
g) - Ponta da Vigia, Santa Cruz.
h) – Póvoa de Penafirme.
i) – Varatojo.
j) – Fonte Grada.
k) – Ponte do Rol.
l) – Casal do Calvo, Ponte do Rol.
Achado de superfície
m) – Galegueira, Ponte do Rol.
n) – Casal da Portela, no vale do Sizandro.
o) - Vale do Covo, A-Dos-Cunhados.
p) – Cabeça Ruiva.
q) – Curral Velho, S. Pedro da Cadeira.
r) – Concheiro do Pinhal da Fonte, S. Pedro da Cadeira.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Roteiros torrienses - Paleografia


1 - Eras Paleontológicas



(Fotografia da laje onde são visíveis a posíveis pegadas de dinossauro dos "Cucos".
Recentemente, essa hipótese tem sido questionada por especialistas)

a) – Praia da Carva, Porto Novo.
Vestígios de um grande dinossauro sáuropode, um Apatosauro, herbívoro, que viveu há mais de 150 milhões de anos.

b) – Moçafaneira, S. Mamede da Ventosa.
Descobertos vestígios de um dinossauro em Dezembro de 1995, um Dessentruros, herbívoro de sangue quente, com seis metros de comprimento por três de largura, que viveu há cerca de 120 milhões de anos.

c) – Torres Vedras.
Fémur de um Camptossauros.

d) – Santa Cruz.
Vestígios de um Apatossauro Louisias.

e) – Maceira.
Pequenas peças de um Dessentruros.

f) – Praia Azul, Santa Cruz.
Fémur de um dinossauro com mais de um metro.

g) – Morro frente à Estância Balnear dos Cucos.
Trilho de pegadas de dinossauro, descoberta em 1996.

h) – Cadriceira, Turcifal.
Tronco fóssil de uma araucária.

i) – Alto da Vela, Santa Cruz.
Arriba fóssil.

j) – Cambelas, S. Pedro da Cadeira.
Achado não identificado.

k) – Serra da Vila.
Achado não identificado.

l) – Torres Vedras, serra do primeiro túnel do Caminho de Ferrro.
Vestígios fósseis de espécies marinhas.

m) – Bececarias, S. Pedro da Cadeira.
Ovos de dinossauro?

n) – Zibreira, Carvoeira.
Restos de esqueleto de um apatossauro, que teria cerca de 30 metros, descoberto quando da construção de umas estufas em 1998.