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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Torres Vedras: Desequilíbrio entre rendimentos declarados e quantidade de Carros de Luxo

O jornal Expresso fez um levantamento, por concelho, da percentagem de carros de luxo em relação ao parque automóvel de cada concelho, e comparou a posição de cada concelho na posse desse bem em relação com o seu rendimento médio e o valor de IRS declarado e chegou à conclusão que existem concelhos onde ...alguma coisa não bate certo.

Um deles, embora não seja o pior, é o concelho de Torres Vedras. Aqui alguma coisa não bate certo na relação entre a declaração de rendimentos e esse sinal exterior de riqueza.

Esta é a situação deste concelho, referida por essa investigação (sem mais comentários):


"Tem 5,7 carros por cada 10 habitantes. 20,2% são luxo e premium (média nacional: 18%).

Declara um rendimento por habitante de €8 233 por ano. E há 1,4 carros luxo e premium por cada €100 mil de rendimento (média nacional: 1,2).

É o 45º concelho com poder de compra.

É o 46º com mais carros L&P e está em 58ª posição em termos de rendimento declarado no IRS (em 280 concelhos)".

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A situação financeira do município torriense e outros dados, retirados do Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, editado em Julho de 2014


Acaba de ser editado o Anuário Financeiro dos Municipios Portugueses, com dados de 2013 e que pode ser consultado na íntegra AQUI.

O município torriense encontra-se entre os 50 que apresentam maior independência financeira, na relação entre receitas próprias e totais, no valor de 56,9%, o melhor resultado desde 2008. A lista é liderada pelo município do Seixal, com 81,3%.

Torres Vedras ocupa o fundo da lista desses 50 municípios, em relação ao grau de execução da receita cobrada em 2013, com 89,3%.

O municipio torriense ocupa ainda o 31º lugar entre 35 municipios onde as receitas provenientes de impostos e taxas têm o maior peso em relação à receita total (41%, o melhor resultado desde 2007), ocupando a mesma posição em relação ao valor da cobrança de IMI. Em relação ao IMT, ocupa o 21º lugar, estando em 15º lugar quando se trata de comparar aqueles que registaram o maior aumento na cobrança deste imposto.

Torres Vedras é o 19º município a apresentar o maior volume  de transferência corrente e de capital, ocupando a 7ª posição entre os municípios com mais dívida a receber relativamente a empréstimos a terceiros.

Este município foi ainda o 28º que registou a maior diminuição do passivo exigivel para 2013 e foi ainda o 25º com melhores resultados económicos.

Menos brilhante é a situação dos Serviços Municipalizados que, embora não apresente endividamento líquido apresenta o 8º pior resultado económico.

Entre outros dados referidos nesse relatórios, destacam-se também os demográficos: Torres Vedras é o 31º maior município, com 79 201 habitantes registados em 2013 e uma densidade  de 195,2 habitantes por Km2, apesar de registar uma quebra de mais de 400 habitantes em relação ao ano anterior.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

NUNO AMADO - Um Torriense no centro do "furacão" financeiro.



Foi anunciado esta semana que Nuno Amado, até aqui à frente do Santander Totta, vai substituir Carlos Santos Ferreira na liderança do Millenium BCP.

Nascido e criado em Torres Vedras, Nuno Amado é um caso raro, em Portugal, de alguém que subiu a pulso até ao topo do sempre complexo mundo do poder financeiro.

Se a maioria dos líderes do sector financeiro português chegaram onde chagaram por serem “filho de algo”, por carreirismo político ou pelas mais variadas jogadas maquiavélicas necessárias para acender a esse mundo, Nuno Amado, pelo contrário, chegou onde chegou por mérito próprio.

A economia foi o seu mundo desde a juventude, e o mundo das finanças a sua profissão de sempre.

Ao contrário da imagem dominante dos banqueiros em Portugal, Nuno Amado sempre primou pela discrição.

Para muitos, como eu, que nos cruzámos algumas vezes com Nuno Amado, desde os bancos da escola à Assembleia Municipal de Torres Vedras, a imagem a reter dele é de um homem tolerante e dialogante.

Situando-me eu, desde longa data, nos antípodas políticos e ideológicos do “Nuno”, isso nunca foi impedimento de alimentarmos intermináveis discussões sobre política, num clima de amizade e respeito.

As qualidades de Nuno Amado e a amizade que tenho por ele, não me levam, contudo, a uma atitude de ingenuidade.

Para além das competências e das qualidades pessoais, não deixa de ser significativo que o BCP, considerado por muitos o banco do regime, escolha neste momento para a sua liderança alguém que sendo, no mínimo, simpatizante do PSD, esteja próximo do poder do momento. Sendo ainda de destacar que o substituído, Carlos Santos Ferreira, era conhecido pelas suas ligações ao PS e a personagens como José Sócrates e Armando Vara.

Nuno Amado joga aqui parte da sua credibilidade. Basta ser ele próprio e não se deixar enredar nas malhas do poder político e financeiro para levar a bom termo esta sua tarefa.