quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Tempestade Kristin em Torres Vedras


Ainda sob o efeito da tempestade Joseph, que provocou inundações históricas nas margens do Rio Sizandro e uma agitação marítima preocupante, esta madrugada a região foi afectada pela tempestde Krisin, que entrou nesta região por volta das 3 da manhã com ventos que ultrapassaram os 100 klm hora.

Pela manhã, na cidade, deparámo-nos com árvores caidas e ramos espalhados por todo o lado, com destaque para a zona da Avenida 5 de Outibro, Av. Humberto Delgado e Largo da Graça.

À volta e no interior da escola Madeira Torres deparámo-nos com várias árvores arrancadas, com destaque para as que cairam sobre o depóssito de gaz da escola.

Aqui ficam, para memória futura, algumas imagens da situação junto à Escola Madeira Torres.






quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

BARRO - De Convento a Sanatório


“Pousado num recanto a meia encosta, o Sanatório do Barro é uma ilhota: por todos os lados, até onde a vista alcança, são vinhas e mais vinhas. À saída de Torres Vedras, daqui distante cerca de uma légua, a estrada para Lisboa atravessa primeiro uma zona industrial e, logo depois, corre entre vinhedos. A marcha amarelo-esverdinhada das vides alinhadas tapa a larga bacia em que o vale se desdobra, espreguiçando-se até quase ao cume da barreira de cristas nuas ou, então, pontuada pelo toco branco pardo, descarapuçado, de velhos moinhos já sem serventia”.

A descrição é do escritor Luiz Pacheco (1925-2008), que, nos anos 80 do século passado, esteve internado naquele estabelecimento de saúde, situado no edifício do antigo convento do Barro (1).

Do primitivo Convento do Barro pouco resta, apenas a capela de Nossa Senhora dos Anjos.

Esse convento foi fundado em 1570 pela Infanta D. Maria, donatária de Torres Vedras e filha de D. Manuel I, tendo a primeira pedra sido lançada em 2 de Agosto.

Aí se instalaram os religiosos Arrábidos, da ordem franciscana. o Convento foi inicialmente dedicado ao acolhimento de monges "fraquinhos do peito", “como eram denominados aqueles que padeciam de doenças pulmonares” (2) .

Sabe-se que o primitivo convento “não logrou, pela pouca solidez das paredes mestras, resistir por muito tempo às invernias e consequentes inundações, que despenhando-se dos montes, que lhe ficavam a cavaleiro e em cujas abas fôra construído, lhe foram socavando os alicerces e batendo as paredes de forma, que entrou a ameaçar vir-se a baixo. Houve por tanto de apear-se e ser construído de novo com mais fortaleza e grossura de paredes: e a mesma fortuna correu a egreja, que também foi reedificada com dimensões mais avantajadas em comprimento e largura (…) dedicada a Nª S.ª dos Anjos” (3).

No século XVII, em 1619, fizeram-se alguns melhoramentos do edificado, reedificação iniciada em 15 de Março desse ano (4).

No inicio do século XIX, por volta de 1819, Madeira Torres considerava que a “situação do Convento não é muito agradável, por ficar entre montes próximos, que lhe tomam a vista, gosando-a apenas mais extensa para o nascente, onde alcança a estrada principal de Lisboa. O edifício é muito regular, e reputado entre os antigos da sua Provincia pelo mais amplo na grandeza dos cubículos e das oficinas”, descrevendo a sua cerca como incluindo “bons taboleiros d’horta (de que não se tira na força do verão maior vantagem pela falta d’agua) de algum pomar [de laranjas] , vinha e mata” (5).

Os frades possuíam então uma enfermaria dentro da então vila , no hospital da Misericórdia, para tratar das suas enfermidades.

Referia Madeira Torres que “ainda há poucos annos por occasião de haver n’elle Collegio de Filosofia, excedeu a vinte; actualmente reduz-se a 12 professos, e 2 donatos” (6).

Por altura da Extinção do Convento, em 1834, residiam nele 10 sacerdotes e 2 leigos.

Extinto, os seus bens foram integrados da fazenda Nacional, posteriormente vendidos, passando pela mão de vários proprietários, entre eles o Marquês de Valadas, que o comprou em 1857, tendo efectuado algumas reparações, nomeadamente na Igreja, pois então tudo se encontrava quase em estado de ruina. Posteriormente, o Convento foi vendido  ao reverendo padre Carlos Rademaker, de Lisboa, para aí instituir um colégio de órfãos, de educação gratuita, inaugurado ao culto em 2 de Agosto de 1860, no dia a seguir à realização da solene procissão que reconduziu a imagem de Nª Sª dos Anjos à Igreja do convento, imagem que tinha sido enviada para a Igreja de S. Pedro em Torres Vedras depois do decreto de extinção:

“Saíu a dicta procissão da parochia de S. Pedro e desfilou, engrossando cada vez mais, pelas ruas de Torres, pela estrada real e logar do Barro até ao antigo convento, campeando soberana, entre acordes de duas philarmónicas, que n’ella tomaram parte, entre os cânticos solemnes d’uma multidão enorme de povo e o esfuziar de muitas girandolas de foguetes.Encorporaram-se na procissão alem dos nossos, que se achavam já então no Barrro, com os alumnos órfãos, o clero de Torres Vedras e arredores com suas confrarias e irmandades e immensa mó de povo de toda a cercania” (7).

Em 14 de Agosto foi inaugurado o noviciado no Convento com 8 noviços.

No espaço exterior existe um monumento de devoção à Excelsa Mãe de Deus, edificado em 1908, por ocasião das comemorações dos 50 anos da aparição da Virgem Imaculada em Lourdes. Nas imediações do convento localiza-se a capela de São José, erigida no século XVI.

Com a implantação da República em Portugal foi definitivamente encerrado enquanto convento.

Essa situação foi descrita n’ "A Vinha de Torres Vedras" , na sua edição do dia 6 de Outubro de 1910 que,  referindo-se à situação em Torres Vedras, destacava, em título, a "prisão dos professores e seminaristas do Barro", na manhã desse mesmo dia 6, por "uma força de cento e tantos praças de infantaria 15, e outro de quarenta praças de cavallaria" que, apresentando-se "inesperadamente no Collegio do Barro (...) intimaram os professores e seminaristas, a que por ordem do governo os acompanhassem.

"A intimação foi rigorosamente cumprida, e os moradores, em numero de 82, condusidos para esta villa, onde a população os recebeu com respeito, foram horas depois condusidos para Lisboa, no comboio, acompanhados pela força de infantaria 15.

"No collegio do Barro ficou uma força commandada por um alferes, guardando o edificio, onde se encontram dois moradores doentes e as pessoas que d'elles tratam"(8).

Em notícia divulgada na mesma edição, referia-se o assassinato de um camponês da Serra da Vila, localidade vizinha daquele convento pelo guarda do Colégio do Barro, não lhe dando qualquer carácter político, ao contrário da “Folha de Torres Vedras” que, na sua edição de 9 de Outubro, na descrição dos acontecimentos de 5 e 6 de Outubro, se referia ao facto de se ter tido conhecimento, no dia 6 de "que um empregado do convento dos Jesuítas assassinara com um tiro um pobre homem do campo"  associando esse facto com a ordem para aprisionar os Jesuítas do Barro.

O encerramento dos dois conventos existentes no concelho e o arrolamento dos seus bens foi um dos primeiros actos do novo poder neste concelho, motivo de uma das primeiras comunicações do novo administrador do concelho para o governo, dirigida ao Ministério dos Negócios da Justiça, datada de 13 de Outubro:

"Em cumprimento das ordens de Vª Exª tenho a honra de informar que estão fechadas 5 casas das ordens religiosas neste concelho, que são as seguintes:

"1º O Convento do Barro, que se compõe de tres grandes edificios, tendo todo o mobiliario que se encontrou á sahida dos Jesuitas, 4 vacas leiteiras, 2 mullas, 4 porcos e algumas galinhas. Está situado longe de povoações e guardado por uma força militar d'Infantaria 7.

"2º Pertencendo ha (sic) mesma ordem á (sic) outro edificio denominado a quinta da Cadriceira, freguesia do Turcifal, o qual já está fechado e lacrado, tendo todo o mobiliario, 3 vaccas pequenas, 1 porco e 35 galinhas, ficando depositario Angelo Custodio Botelho da Cadriceira (…)” (9).

O espaço daquele convento foi transformado no “Asilo Elias Garcia”, formalmente inaugurado pelo Presidente da República, Teófilo Braga, em visita inaugural realizada em 2 de Agosto de 1915 (10).

No início do século XX, o Asilo assumiu um papel importante no combate ao flagelo da tuberculose, tendo sido confiado à Assistência Nacional aos Tuberculosos, na segunda metade do século. Em 1956, é nomeado para diretor clínico do sanatório o Dr. José Maria Antunes Júnior. A partir de 1956, os serviços gerais do Asilo passam a ser assegurados por freiras, possibilitando o internamento dos doentes. Esta situação manteve-se até 1992, ano em que as religiosas deixaram de prestar serviço hospitalar. Em 1993, o Sanatório do Barro passou a ser designado de Hospital Dr. José Maria Antunes Júnior, alargando a sua ação terapêutica ao tratamento de doenças da área da pneumologia.

Encerrado e devoluto desde 2015, o edifício está a ser restaurado e requalificado para

dar origem a campus na área da saúde que pretende ser “um espaço de referência dedicado à prestação de cuidados assistenciais, à formação de profissionais da saúde, ao ensino e à investigação em Medicina e em outras Ciências Biomédicas”, de acordo com o protocolo assinado em 28 de Junho de 2019 entre a Câmara Municipal de Torres Vedras e a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Ao contrário dos outros antigos conventos torrienses, sobre os quais existem boas e actualizadas monografias, sobre o Convento do Barro está por fazer um estudo actualizado sobre a sua longa história.

Sabe-se que, por informação existente no site da Torre do Tombo que, em 1894, a documentação desse Convento “foi remetida pela Direcção Geral dos Próprios Nacionais à Torre do Tombo” e que a sua documentação foi “sujeita a tratamento arquivístico, no final da década de 1990, empreendido por técnicos da Torre do Tombo e por investigadores externos” e que,  em Outubro de 1998, “foi decidido abandonar a arrumação geográfica por nome das localidades onde se situavam os conventos ou mosteiros, para adoptar a agregação dos fundos por ordens religiosas”.

A documentação que se encontra instalada em maços foi considerada como uma colecção ao nível da série, com a designação de 'Documentos vários', não tendo sido objecto de intervenção.

Este projecto deu origem à publicação da monografia designada 'Ordens monástico-conventuais: inventário', com a coordenação de José Mattoso e Maria do Carmo Jasmins Dias Farinha” (11).

(1)    - PACHECO, Luiz, “O País das uvas”, in Textos do Barro, ed. Contraponto [1984 ?], obra dedicada ao Dr. José Maria Antunes jr.;

(2)    -informação de Helena Rodrigues no site da DGMN, em2005;

(3)    -COSTA CORDEIRO, P. António da Collegio do Barro Jubileu – 1860-1910 – Noticia Historica da Sua Fundação e Ministerios até ao anno Presente. Ed. Braga 1910, pág. 1;

(4)    -ALMEIDA, Fortunato de História da Igreja em Portugal, – Nova edição preparada e dirigida por Damião Peres, Volume II, ed. Portucalense editora, Porto 1968, pp 182-183;

(5)    - MADEIRA TORRES, Manoel Agostinho, Descripção Historica e Economica da Villa e Termo de Torres Vedras – Parte Histórica – 2ª edição anotada, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1862, pág. 143;

(6)    – MADEIRA TORRES pág. 144;

(7)    – COSTA CORDEIRO, ob.cit, pp.9 e 10;

(8)    - "A Vinha de Torres Vedras",  6 de Outubro de 1910;

(9)    - Livro de Correspondência Externa (do Administrador do Concelho),(1908-1912), nº 304 de 13 de Outubro de1910, AMTV;

(10) - reportagem n’ “A Vinha de Torres Vedras” de  5 de Agosto 1915;

(11) - informação recolhida no site do Arquivo Nacional da Torres do Tombo.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Um Falso D. Sebastião na região de Torres Vedras

(Gravura-de-Mateus-Alvares (História de Portugal de Pinheiro Chagas- séc. XIX))

No dia 11 de Junho de 1585 conheceu um triste fim o chamado “rei da Ericeira”.

Foi o culminar de uma rebelião popular que agitou a região em 1585, numa tentativa de depor a autoridade castelhana.

Foi mais um episódio de afirmação do mito  “sebastianista”, que se desenvolveu após a morte de D. Sebastião, na Batalha de Alcácer-Quibir , em 4 de Agosto de 1578.

Aconteceu que um ermitão da Ericeira, Mateus Alvares, se fez passar por D. Sebastião, apoiado por um lavrador da zona, um tal Pedro Afonso.

Mateus Álvares era natural da Vila da Praia na Ilha Terceira dos Açores, filho de um pedreiro, tendo estudado num Convento franciscano, vindo para o continente para iniciar o seu noviciado no Mosteiro de S. Miguel, perto de Óbidos.

Mais tarde abandonou o noviciado e tornou-se eremita e estabeleceu-se junto da Ermida de S. Julião, perto da Ericeira, na freguesia da Carvoeira do concelho de Mafra. Aí abordava os camponeses e outros frequentadores desse sítio “entre gemidos e flagelações” proferindo palavras enigmáticas que aqueles identificavam como “prova” de estarem perante D. Sebastião.

Vários fidalgos de Lisboa deslocaram-se ao local para confirmarem a sua identidade, mas a maior parte confirmou o embuste.

Isso não fez desistir dois fervorosos defensores do falso D. Sebastião, entre os quais António Simões, escrivão dos Armazéns de Lisboa, muito influenciado pela sua mulher, sebastianista convicta, e Pedro Afonso, lavrador rico, proprietário de uma azenha em Rio de Mouro (Sintra), que tinha combatido ao lado do prior do Crato contra o domínio filipino.

Este Pedro Afonso tornou-se o mais acérrimo defensor da identificação do eremita Mateus Álvares como D. Sebastião, mesmo contra a resistência inicial do próprio falsário, mas que acabou por colabora na farsa.

O rico lavrador de Rio de Mouro rapidamente conseguiu reunir à sua volta mais de 800 homens armados, simpatizantes da causa, reunidos entre as gentes da Ericeira e de outras regiões à volta, de Sintra, Torres Vedras e Mafra.

Entusiasmado com o apoio granjeado por Pedro Afonso, o eremita Mateus Álvaro, montou corte na Ericeira, proclamando-se rei, distribuindo cargos e títulos de nobreza e publicando alvarás “régios”, ao mesmo tempo que enviava cartas às Câmaras de algumas cidades e vilas para o ajudarem a expulsar os castelhanos.

Pedro Afonso tomou o nome de D. Pedro de Menezes, apelido dos condes da Ericeira, proclamando-se Conde de Torres Vedras.

Casou a sua filha com o falso “D. Sebastião” da Ericeira, coroada rainha com uma coroa de prata de uma Imagem de Nossa Senhora retirada de uma capela da freguesia.

Por essa via, Pedro Afonso foi agraciado com o título de marquês de Torres Vedras, conde de Monsanto, senhor de Cascais e Alcaide-mor de Lisboa.

Entretanto, na  “quinta-feira de Ascensão desse ano de 1585, quando o cardeal arquiduque Alberto saía da capela real, veio ao seu encontro um jovem que lhe entregou uma carta”. O mensageiro era o filho do acima referido António Simões e dizia entregar a carta em nome de D. Sebastião, o da Ericeira. Essa carta intimava o vice-rei a “desocupar o Paço e ir-se embora para Castela”. O jovem foi imediatamente preso (1).

Alertados por essa iniciativa e alarmadas com a crescente agitação popular à volta do autoproclamado “Rei da Ericeira”, as autoridades em Lisboa ordenaram ao juíz de fora de Torres Vedras, Manuel Ataíde de Sarrea, que fosse à Ericeira prender os líderes dos amotinados. Este fez-se acompanhar pelo seu escrivão e outros oficiais, mas os revoltosos, em vez de lhe obedecerem, executaram-nos, lançando-os das arribas para o mar.

O doutor Gaspar Pereira, ouvidor da comarca de Torres Vedras e do Conselho Régio de Lisboa, ao criticar a crueldade daquelas execuções, acabou assassinado na sua quinta, juntamente com um filho e um sobrinho e a sua casa saqueada. O mesmo destino tiveram outros habitantes que se recusaram a aceitar as ordens do falso D. Sebastião.

Perante esses acontecimentos, o vice-rei decidiu-se por uma intervenção militar de larga escala. Deu ordens a Diogo da Fonseca para esmagar a rebelião. Este Diogo da Fonseca tinha acompanhado o verdadeiro D. Sebastião na sua campanha africana e era agora corregedor do crime ao serviço de Filipe II, tendo ganho notoriedade entre os castelhanos por ter posto termo a outro episódio de um falso D. Sebastião, o célebre “rei” de Penamacor, sentenciado em 1584.

Acompanhado por um exército de “quatrocentos castelhanos bem armados e comandados pelo capitão Calderon” partiu para a Ericeira para prender o falso “rei”. O combate terá tido início junto da Ermida de S. Julião. “Esperava-os uma forte carga de arcabuzaria e mosqueteria”, resultando vários mortos e feridos de ambos os lados, mas a vantagem estava do lado castelhano, fugindo a maior parte dos revoltosos “por montes e vales”, entre eles o “rei”, Mateus Álvares, sendo capturado no 12 de Junho em Colares, o dia a seguir à batalha.

De imediato Mateus Álvares confessou que não era D. Sebastião e que a sua intenção era entrar em Lisboa, “na noite de S. João, e depois de degolarem e matarem os que não quisessem obedecer ao nome D. Sebastião, iria a uma janela dizer ao povo” que não era D. Sebastião, mas um homem “que veio para libertá-los da tirania dos castelhanos”, proclamando de seguida: “agora fazei rei a quem quiserdes”.

Teve um fim trágico e cruel, esse Mateus Álvares (2). Conduzido do Limoeiro para o pelourinho, foi-lhe cortada a mão direita, antes de ser enforcado. Depois cortaram-lhe a cabeça, que ficou exposta na forca durante um mês. O seu corpo esquartejado ficou exposto nas quatro portas da cidade de Lisboa. O mesmo aconteceu no dia seguinte a todos os que tinham sido presos com ele.

Pedro Afonso ainda andou fugido mais uns dias, mas acabou por ser preso no Bombarral, sofrendo o mesmo destino do genro, executado no dia 22 de Junho.

Outros dos “nomeados como principais delinquentes e autores das mortes, roubos e insultos e dos mais males e danos que se seguiram e puderam seguir aquietação e sossego público” escaparam à morte, mas foram enviados para as galés (3). Entre estes encontramos habitantes do Barril, da Fonte Boa, da Ericeira, das Casas Velhas, do Brejo, dos Alvarinhos, do Sobral, de Ribamar, de Monterroio, do Turcifal, da Feiteira, da Ribeira, lugares localizados em grande parte no termo de Mafra, mas também de Sintra e Torres Vedras, mostrando a dimensão da insurreição.

Foi necessário esperar mais 55 anos para que Portugal recuperasse a independência.

(1)    – DINIZ, Sebastião, “Mateus Álvares, Eremita e Rei – Da Ilha Terceira à Ericeira”, in O Falso D. Sebastião da Ericeira e o Sebastianismo, obra colectica, coordenada por Manuel J. Gandra, ed. C.M de Mafra, 1998, pp.299-312. Baseámo-nos neste estudo para a elaboração deste texto. Sobre este acontecimento leia-se também outras versões desse acontecimento da autoria de Manuel Novais Granada, publicadas nas páginas do jornal “Badaladas” : “Revista de Lisboa garantia em 1932: Última batalha entre as tropas castelhanas e as milícias do “rei da Ericeira” deu-se no castelo de Torres Vedras”, em 27 de julho de 2018; “Justiça de Filipe I abateu-se de modo implacável sobre os revoltosos de “D. Sebastião da Ericeira”, em 17 de Agosto de 2018;

(2)    – Um presumível retrato desse Mateus Álvares foi publicado nas páginas da História de Portugal de Pinheiro Chagas, publicada no século XIX, e que reproduzimos nesta página;

(3)     - “Carta de perdão geral concedido aos rústicos do termo de Sintra”, in O Falso D. Sebastião da Ericeira e o Sebastianismo , ob. Cit, pp.318 a 323.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

CIDADE - S. PEDRO, Stª Maria e Matacães

 

Santa Maria, São Pedro e Matacães

PPD/PSD.CDS-PP.VP
44.13%
6.223 votos
PS
33.57%
4.734 votos
7
CHEGA
10.03%
1.415 votos
2
CDU
5.97%
842 votos
1
IL
2.24%
316 votos
BE
1.85%
261 votos
Inscritos
23.223
Abstenção
39.27 %
9.120 abstenções
Votantes
60.73 %
14.103 votantes
Brancos
1.22 %
172 votos
Nulos
0.99 %
140 votos
Resultados provisórios fornecidos pelo SGMAI-AE.

Campelos e Outeiro da Cabeça

 

União das freguesias de Campelos e Outeiro da Cabeça

PPD/PSD.CDS-PP.VP
53.33%
1.024 votos
PS
40.05%
769 votos
4
CDU
2.40%
46 votos
Inscritos
3.161
Abstenção
39.26 %
1.241 abstenções
Votantes
60.74 %
1.920 votantes
Brancos
2.76 %
53 votos
Nulos
1.46 %
28 votos
Resultados provisórios fornecidos pelo SGMAI-AE.

Runa

 

Runa

PPD/PSD.CDS-PP.VP
53.71%
275 votos
PS
31.84%
163 votos
2
CHEGA
6.45%
33 votos
CDU
6.45%
33 votos
Inscritos
763
Abstenção
32.90 %
251 abstenções
Votantes
67.10 %
512 votantes
Brancos
0.98 %
5 votos
Nulos
0.59 %
3 votos
Resultados provisórios fornecidos pelo SGMAI-AE.

Maxial e Monte Redondo

 

União das freguesias de Maxial e Monte Redondo

PS
49.19%
908 votos
PPD/PSD.CDS-PP.VP
32.39%
598 votos
3
CHEGA
11.43%
211 votos
1
CDU
4.39%
81 votos
Inscritos
3.037
Abstenção
39.22 %
1.191 abstenções
Votantes
60.78 %
1.846 votantes
Brancos
0.98 %
18 votos
Nulos
1.63 %
30 votos
Resultados provisórios fornecidos pelo SGMAI-AE.